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Preço das licenças de carbono ultrapassa os 50 euros por tonelada. Fundo Ambiental pode ter receitas adicionais de 200 M€

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As receitas de leilão de licenças de emissão de carbono são uma das principais fontes de receitas do Fundo Ambiental, permitindo a sua aplicação na acção climática, em medidas de descarbonização e de adaptação. Se o valor das licenças de emissão se mantiver nos 50 euros, o Fundo Ambiental poderá receber cerca de 200 milhões de euros adicionais.

O ministro do Ambiente e da Acção Climática, João Pedro Matos Fernandes, congratula-se pelo facto do preço das licenças de emissão no mercado europeu terem ultrapassado, pela primeira vez, a barreira dos 50 euros, reflectindo uma maior ambição das políticas europeias para a descarbonização.

“O carbono deve ter um preço e este deve ser suficientemente alto para motivar a opção por tecnologias de baixo carbono. O Comércio Europeu de Licenças de Emissão é um importante instrumento para a descarbonização, tornando-se mais eficaz quanto maior for o preço de carbono”, sublinha o ministro em nota de imprensa enviada pelo seu Gabinete.

Com a recente aprovação da Lei Europeia do Clima, no decurso da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia, a meta de redução de emissões de gases com efeito de estufa, até 2030, aumentou de 40% para pelo menos 55%, em relação a 1990. Esta maior ambição deverá agora ser traduzida em vários instrumentos europeus, incluindo o Comércio Europeu de Licenças de Emissão (CELE).

“Preços de carbono que reflictam os reais impactes da utilização de combustíveis fósseis são determinantes para acabar com a produção de electricidade a partir destas fontes e são um forte incentivo à descarbonização da indústria. Validam, ainda, a importante aposta portuguesa nas energias renováveis, que se reflectirá numa quebra do preço da electricidade”, refere a mesma nota de imprensa.

Ser neutro em carbono até 2050

Portugal foi o primeiro país a assumir o compromisso de ser neutro em carbono, até 2050. Em linha com esta orientação, a produção de electricidade a partir de carvão, terminará em 2021 (nas central de Sines, a maior, já findou), fruto das políticas nacionais que permitiram acabar com as isenções fiscais de que usufruíam.

Em 2017, as emissões das centrais a carvão chegaram a representar cerca de 17% do total nacional. Com o seu encerramento, Portugal dará mais um passo em frente na descarbonização da economia e na transição energética, rumo à neutralidade carbónica.

Agricultura e Mar Actual

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