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Portugal lança Plataforma do Observatório Nacional da Desertificação

O Dia da Desertificação e Seca assinala-se hoje, 17 de Junho, em todo o Mundo, com o apelo à mobilização global para o reforço da gestão da seca, tendo as Nações Unidas definido como mote para este ano “Rising up from drought together” — em português, “Superar a Seca Juntos”.

No âmbito deste dia, o ICNF — Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) organiza um seminário, em Mogadouro, onde será lançada a Plataforma do Observatório Nacional da Desertificação (OND), disponível através do endereço www.desertificacao.pt, com o objectivo de desenvolver e operacionalizar a infra-estrutura de dados de suporte do OND e promover um portal de dados abertos, que concentre a informação obtida no âmbito da actividade do Observatório sem encargos para os utilizadores.

O projecto, explica uma nota de imprensa do Ministério do Ambiente e Acção Climática, visa também promover e acompanhar a constituição e funcionamento de painéis de monitorização online (dashboards), para a monitorização dos indicadores relevantes no contexto do OND, além de disponibilizar interligação às bases de dados relevantes de outras entidades.

Gestão eficiente da água

A par dos planos de gestão eficiente da água e dos recursos hídricos já implementados, esta “é mais uma iniciativa que responde à necessidade, cada vez mais urgente, de combater a desertificação, procurando assegurar a neutralidade da degradação dos solos e para mitigar os efeitos da seca”, realça a mesma nota.

O aumento da desertificação é um desafio global e Portugal é um dos países mais expostos, actualmente com mais de 50% dos solos são já afectados pela desertificação.

Os modelos climáticos prevêem cenários de agravamento das condições de aridez num futuro muito próximo, com um aumento previsível das ondas de calor, das temperaturas máximas estivais e da diminuição da precipitação primaveril, o que conduz ao agravamento de situações de seca em grande parte do planeta — fenómenos que se prevê que venham a afectar três quartos da população mundial até 2050.

Agravamento do risco de incêndios florestais

Deste quadro resulta o agravamento do risco de incêndios florestais, da ameaça para a perda de biodiversidade, da deterioração de habitats, da insegurança e da escassez alimentar e do despovoamento dos territórios mais áridos, com grande impacto na qualidade de vida das populações, na economia e nos ecossistemas.

A Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, de 2013, dedica grande atenção à temática da Seca, apelando aos países Partes da Convenção que reforcem os seus compromissos de prosseguir políticas eficazes de gestão da seca, de troca de informação e o aumento da mobilização de recursos, incluindo financeiros, para a mitigação dos efeitos da seca.

Desde 2017 que Portugal dispõe de um Plano de Prevenção, Monitorização e Contingência para Situações de Seca, onde são definidos limiares de alerta de seca agrometeorológica e hidrológica, bem como as medidas associadas aos diferentes tipos de seca e informação às entidades responsáveis em cada nível de actuação.

A existência deste Plano, a reactivação dos Núcleos Regionais de Combate à Desertificação, a operacionalização do Observatório Nacional da Desertificação, e a criação e disponibilização ao público da plataforma virtual da Desertificação como instrumento de monitorização da Desertificação são acções concretas que Portugal já implementou e que respondem ao mote lançado pela UNCCD “Superar a Seca juntos” e que procuram responder às necessidades do país em matéria de seca, refere a mesma nota.

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