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Portugal é o Estado-membro da UE com menor consumo de fertilizantes minerais

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Portugal é o Estado-membro da União Europeia (UE) com menor consumo de fertilizantes minerais (azoto e fósforo), registando em 2019 um consumo aparente de 31 kg por hectare de Superfície Agrícola Utilizada (SAU), menos de metade da média da UE27 (68 kg por hectare de SAU), revela o Instituto Nacional de Estatística (INE) nas suas “Estatísticas Agrícolas — A agricultura nacional no contexto do Green Deal: menos fertilizantes minerais mas mais pesticidas face à média da UE – 2020″.

Recorrendo aos indicadores disponíveis nestas Estatísticas Agrícolas 2020, é possível fazer a monitorização do grau de cumprimento de algumas metas definidas no âmbito do Green Deal (Pacto Ecológico Europeu), nomeadamente no que diz respeito aos fertilizantes inorgânicos, essenciais ao crescimento das plantas, são utilizados na agricultura com o objectivo de aumentar as produções.

Segundo a publicação do INE, “um fornecimento adequado de nutrientes aos solos é fundamental para o desenvolvimento das culturas agrícolas. No entanto, em termos ambientais, a sua aplicação excessiva produz efeitos negativos, nomeadamente ao nível da poluição da água e dos solos. O risco de poluição por fertilizantes minerais encontra-se associado à intensidade da sua utilização, a qual por sua vez depende de diversos factores nomeadamente do tipo de culturas presentes, de factores edafo-climáticos e das práticas de gestão agrícola”.

E acrescenta que Portugal é o Estado-membro da UE27 com menor consumo de fertilizantes minerais (azoto e fósforo), registando em 2019 um consumo aparente que era menos da metade da média da UE27. Não havendo ainda uma clarificação quanto ao período de monitorização da meta e sobre o limiar de consumo a partir do qual se poderá comprometer a actividade agrícola, uma redução de 20% sobre a quantidade de 2019, assumindo que a SAU se mantém, levaria a um consumo nacional de fertilizantes de 24,5 kg/ha SAU em 2030.

Queda de 2,2% ao ano

Na UE27, a quantidade de fertilizantes minerais disponível para consumo reduziu-se a um ritmo médio anual de 0,5% entre 2000 e 2019, enquanto em Portugal a variação foi de -2,2% ao ano, correspondendo a um decréscimo acumulado de 34,7%.

Salientam ainda os técnico do INE que a relação entre a taxa de variação média anual e o consumo aparente de fertilizantes permite tipificar os Estados-membros em quatro categorias. No terceiro quadrante posicionam-se os Estados-membros que apresentam consumos aparentes de fertilizantes inferiores à média da UE27 e que diminuíram o seu consumo entre 2000 e 2019. Este grupo é constituído sobretudo por países do Sul da Europa (Portugal, Espanha, Grécia e Malta).

Em contrapartida, no primeiro quadrante, o pior em termos de impacto ambiental, situam-se os Estados-membros com consumos crescentes de fertilizantes e simultaneamente acima da média da UE27. Neste grupo destacam-se alguns países do Leste e Centro da Europa (Polónia, Hungria, República Checa e Eslováquia).

De referir que os maiores consumidores de fertilizantes inorgânicos integram os países do BENELUX (Bélgica, Holanda e Luxemburgo) e dois dos maiores produtores agrícolas da UE27 (Alemanha e França), posicionando-se no quadrante correspondente a elevados consumos mas a decrescer.

Agricultura e Mar Actual

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