Portos de Lisboa e de Setúbal reafirmam compromisso com desenvolvimento da náutica de recreio

Os Portos de Lisboa e de Setúbal marcaram presença no 1º Congresso Náutico Internacional, uma iniciativa organizada pela ACAP – Associação Automóvel de Portugal, através da sua Divisão da Náutica, que reuniu em Mafra um vasto conjunto de especialistas e entidades ligadas ao sector marítimo-portuário e à náutica de recreio.

No II Painel – “Infra-estruturas Náuticas: Desafios e Oportunidades”, os Portos de Lisboa e de Setúbal estiveram em destaque ao partilhar a sua visão sobre o papel das infra-estruturas náuticas no desenvolvimento económico e territorial, bem como sobre a importância de uma estratégia nacional integrada para o sector, refere uma nota de imprensa conjunta daquelas infra-estruturas portuárias.

O presidente do conselho de administração dos Portos de Lisboa e de Setúbal, Vítor Caldeirinha, sublinhou que Portugal possui uma base sólida de cerca de 13 mil amarrações, que os estuários do Tejo e do Sado oferecem cerca de 25% destas amarrações e parqueamento a seco junto à água, mas que é essencial ampliar e modernizar a oferta, garantindo a sustentabilidade, eficiência e integração das infra-estruturas náuticas no tecido urbano e portuário. Defendeu ainda a necessidade de maior articulação entre entidades locais, regionais e nacionais, bem como de uma política de promoção internacional coesa, capaz de posicionar o país como destino náutico de referência no Atlântico.

Vítor Caldeirinha destacou o potencial de crescimento da náutica de recreio nos próximos anos, sublinhando ser possível aumentar em 50% a oferta náutica, através de investimentos e concessões privadas que valorizem o território e promovam a integração com as comunidades locais, cumprindo as eventuais limitações das autoridades e o ordenamento do território”.

O presidente da APL e APSS reforçou ainda que a “Estratégia Portos 5+” tem também como um dos seus objectivos, o alavancar do desenvolvimento das infra-estruturas náuticas, promovendo a entrada de capitais privados, o reforço da qualidade dos equipamentos e a democratização do acesso, sem criar espaços exclusivos, mas sim infra-estruturas abertas, sustentáveis e integradas com o tecido económico e social.

As marinas e postos de amarração foram apresentados como ecossistemas económicos dinâmicos, geradores de emprego, investimento e inovação, e com capacidade de se afirmarem como polos de desenvolvimento regional, acrescenta a mesma nota.

A participação dos Portos de Lisboa e de Setúbal neste congresso “reforça o compromisso conjunto das duas administrações portuárias com a promoção da náutica de recreio e com o desenvolvimento sustentável do setor marítimo português, contribuindo para a consolidação de Portugal como referência atlântica na náutica de recreio e no turismo náutico”.

Agricultura e Mar

 
       
   
 

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