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Porto de Setúbal quer mais mulheres em cargos de decisão no sector marítimo-portuário

A “Igualdade de Género” no sector marítimo-portuário foi o tema principal da terceira sessão do Fórum Investir, Inovar e Descarbonizar, que a APSS – Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, realizou no passado dia 17 de Maio, e que decorreu no âmbito do Programa do Centenário do Porto de Setúbal. Esta iniciativa pretendeu assinalar o Dia Internacional das Mulheres no Sector Marítimo e debater a igualdade de género, reforçando o posicionamento das mulheres enquanto profissionais num sector que é tradicionalmente masculino.

De acordo com Carla Ribeiro, vogal do conselho de administração da APSS, “existem três realidades que se mantêm como limitativas de uma maior igualdade: o preconceito sobre as nossas capacidades enquanto mulheres, a assunção de responsabilidades familiares, e o acesso a cargos de topo, privados ou públicos. Os dados do nosso sector tendem a demonstrar que é necessário alterar esta realidade”.

Actualmente, as profissionais marítimas são poucas e a maioria das mulheres que trabalham no sector estão afectas a cargos relacionados com a inspecção de navios, nos serviços portuários e na logística. Relativamente ao acesso aos cargos de topo, a representação das mulheres em cargos de liderança também é limitada, persistindo as disparidades salariais entre homens e mulheres, refere uma nota de imprensa do Porto de Setúbal.

Para a vogal da APSS, “a igualdade entre mulheres e homens significa iguais oportunidades de participação em todas as esferas da nossa vida pública e privada. Quando passamos para a sua dimensão laboral, este desígnio traduz-se na efectiva igualdade de oportunidades no acesso ao trabalho, ao emprego, à formação profissional e à progressão na carreira”.

Carla Ribeiro adianta ainda que “a cultura de igualdade está presente na APSS. Mas não queremos parar, há sempre mais a fazer, e neste sentido vamo-nos desafiar a assumir o compromisso previsto na Meta Nacional para a Igualdade de Género (lançada pela Global Compact Network Portugal), traduzido no objectivo de alcançar 40% de mulheres em cargos de decisão até 2030, reiterando assim o nosso objectivo de promoção da igualdade de tratamento, de oportunidades e da participação equilibrada dos homens e das mulheres na nossa organização”.

A sessão “Igualdade de Género”, que foi moderada por Carla Tavares, presidente do CITE – Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego, contou ainda com a participação de Isabel Lucas, da Operestiva, Ana Lima, da Mind4Logistics e Manuela Roque, da APSS, que falaram sobre as suas experiências profissionais, dificuldades e desafios para o futuro.

A encerrar o debate esteve Isabel Moura Ramos, vogal do conselho de administração da APSS, que salientou a importância da representatividade feminina no sector marítimo-portuário: “a nível mundial, as mulheres apenas representam 18% do total de trabalhadores, o que é muito pouco para um sector que tem uma forte componente de desenvolvimento social. Os portos precisam de investir mais nesta vertente e as mulheres são decisivas para se atingir esse objectivo. O empoderamento feminino não se trata de ficar à frente dos homens, mas sim ao lado”.

A finalizar, Isabel Moura Ramos concluiu que “não há futuro para o Porto de Setúbal sem pensarmos em sustentabilidade. E não há sustentabilidade sem a igualdade de género no sector”.

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