A APL — Administração do Porto de Lisboa deu início, este fim-de-semana, a uma nova campanha de dragagens de manutenção em diversos cais da margem Norte do Estuário do Tejo. Esta operação terá a particularidade de ser realizada com recurso a uma draga de tecnologia avançada e elevada eficiência ambiental, a draga MAAS.
Construída em 2021, nos Países Baixos, a MAAS utiliza um sistema inovador de propulsão híbrida, que combina motores diesel-eléctricos com energia eléctrica produzida a partir do calor residual gerado durante a operação. Esta energia é armazenada em baterias e utilizada posteriormente, contribuindo para uma redução significativa das emissões de carbono e para uma menor dependência de combustíveis fósseis, avança um comunicado de imprensa do Porto de Lisboa.
A introdução desta solução no Porto de Lisboa “evidencia o compromisso da APL em alinhar as suas operações com os objectivos de descarbonização e de transição energética do sector marítimo-portuário europeu. A draga já tinha operado em Lisboa em 2021, ocasião em que realizou trabalhos durante cerca de duas semanas, sem necessidade de reabastecimento, confirmando a sua eficiência energética e operacional”, acrescenta o mesmo comunicado.
As dragagens de manutenção “são essenciais para garantir a segurança da navegação e a operacionalidade regular dos terminais portuários, assegurando que o Porto de Lisboa se mantém competitivo e preparado para responder às exigências do transporte marítimo nacional e internacional”.
Prevê-se que os trabalhos tenham uma duração de três semanas, estimando-se dragar um volume de cerca de duzentos mil metros cúbicos de sedimentos, com um investimento de aproximadamente oitocentos mil euros.
Com esta iniciativa, o Porto de Lisboa “reafirma a sua estratégia de modernização e de aposta em tecnologias mais sustentáveis, reforçando o papel central do estuário do Tejo como um porto seguro, competitivo e ambientalmente responsável”.
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