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Porto de Leixões: análises demonstram que sedimentos dragados não estão contaminados

A APDL – Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo informa que, no âmbito das análises químicas efectuadas às amostras de material dragado, às águas e à espuma retiradas na zona junto ao Castelo do Queijo, “todas as amostras apresentam resultados em conformidade”. Mas o Instituto que fez a análise alerta para a “urgência” do pedido que deixou de forma vários micropoluentes, bem como análises de óleos e gorduras.

Relembre-se que o Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português (PCP) questionou o Governo, em Novembro último, sobre se realização de trabalhos de dragagens, por processo de sucção em arrasto, no âmbito da empreitada de prolongamento do quebra-mar e das acessibilidades marítimas ao Porto de Leixões por iniciativa da APDL, está a colocar sedimentos contaminados por uma substância industrial tóxica nas praias da região. APDL já dizia na altura que os “sedimentos/areias não estão, garantidamente, poluídos”.

No que diz respeito ao material dragado e imerso efectuado pela draga TSHD Meuse River, “todas as amostras apresentam uma Classificação de materiais de Classe 1, correspondente a material dragado limpo, que pode ser depositado no meio aquático ou reposto em locais sujeitos a erosão ou ainda utilizado para alimentação de praias sem normas restritivas”, realça a APDL em nota de imprensa.

Análises dos sedimentos: todas classe 1

E refere que, em complemento às análises dos sedimentos (todas classe 1), o relatório do Instituto de Hidráulica e Recursos Hídricos da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (IHRH/FEUP), relativo à análise de uma amostra de água do mar recolhida a 10 de Novembro durante as operações de descarga por rainbowing de sedimentos junto do Castelo do Queijo, “vem corroborar as boas práticas da APDL, contribuindo para incrementar o volume sedimentar na deriva litoral, uma vez que análise da qualidade da água comprovou a sua boa qualidade”.

“As alterações de turbidez e a camada superficial (espuma) verificada em consequência da fraca agitação marítima, que não favoreceu a “mistura” ou emulsão dos sedimentos projectados pela draga no plano de água, não tinham, conforme afirmamos à data, qualquer risco”, acrescenta a mesma nota.

Análise pedida com urgência

No entanto, no boletim de análise à água do mar, o Instituto de Hidráulica e Recursos Hídricos refere que a análise foi realizada “no mesmo dia de entrega” da amostra, alertando que “seria importante, no entanto, controlar periodicamente estas águas após dragagens, bem como analisar outros micropoluentes que devido à urgência não foram analisados (…) bem como análises de óleos e gorduras”. Na verdade a análise à água apenas se focou nos bifenilos policlorado (PCB).

“Estas análises são muito delicadas, requerem tempo e diversas repetições, pois estamos a trabalhar na proximidade dos brancos laboratoriais, ou seja, qualquer contaminação cruzada dentro do laboratório tem um efeito grande no resultado e na sua incerteza”, acrescenta o Instituto.

Na mesma nota de imprensa, no âmbito da política de sustentabilidade, a APDL garante que “continuará a alimentar as praias da orla costeira da área metropolitana do Porto, mediante o acompanhamento rigoroso das dragagens e sempre que a boa qualidade dos sedimentos dragados garanta a sua utilização, contribuindo, desta forma, para a reposição dos sedimentos na deriva litoral”.

Pode consultar os relatórios aqui:

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