Polícia Marítima monitoriza sapais do Rio Sado após poluição causada pelo incêndio na Sapec

O incêndio ocorrido nas instalações fabris da Sapec na madrugada da passada terça-feira, 14 de Fevereiro, e que apenas foi considerado extinto pela Protecção Civil de Setúbal, na manhã de ontem, dia 16 de Fevereiro, “poderá ter afectado algumas áreas do Domínio Público Marítimo sob a jurisdição da Capitania do Porto de Setúbal”, diz um comunicado da Autoridade Marítima Nacional.

Dada a grande quantidade de água utilizada no combate ao incêndio, “não foi possível contê-la na sua totalidade dentro do perímetro da área directamente afectada, pelo que alguma água, seguindo o seu percurso natural, acabou por atingir a zona de sapais adjacente ao Rio Sado”, explica o mesmo comunicado.

Recolha de amostras de água

Esta água, dado ter sido empregue para o combate ao incêndio na Sapec, arrastou resíduos de enxofre e de material utilizado para extinguir o incêndio. Desde a manhã do dia em que deflagrou o incêndio, a Polícia Marítima do Comando-local de Setúbal tem monitorizado esta situação, recolhendo diversas amostras de água em locais possivelmente afectados.

Esta acção, que no primeiro dia foi conduzida apenas pela Polícia Marítima, foi realizada em conjunto com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e o Porto de Setúbal – APSS, nos dias seguintes. Foi também recolhido o testemunho de eventuais lesados, no que respeita impacto ambiental.

Das diligências realizadas, foi elaborado o respectivo expediente e dado conhecimento ao Ministério Público de Setúbal.

Agricultura e Mar Actual

 
       
   
 

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