Pescado diminuiu 11,5% nas lotas do continente, mas valor cresceu 3,7% em 2016

As lotas do continente português transaccionaram, em 2016, 104.414 toneladas de pescado, uma diminuição de 11,5% (menos 13.568 ton) face ao ano transacto. Contudo, o valor de vendas ultrapassou os 201,75 milhões de euros, ou seja, um crescimento de 3,7% (mais 7,1 milhões), contribuindo para um aumento do preço médio do pescado em 17,1%, o qual passou de 1,65€/kg para 1,93€/kg. Estes são os valores avançados pelo Boletim Estatístico da Docapesca, de Janeiro, com periodicidade trimestral.

Quanto à evolução por lota face a 2015, em termos de volume transaccionado, registou-se uma evolução positiva nas lotas de Póvoa de Varzim (+12,6%), Vila do Conde (+30,3%), Matosinhos (+26,7%), Aveiro (+13,7%), Peniche (+11,4%), Setúbal (+2,4%), Vila Nova de Milfontes (+4,2%), Portimão (+0,2%), Albufeira (+55,4%) e Vila Real de Santo António (+4,1%). Nas restantes lotas, registou-se uma evolução negativa, com maior impacto sobretudo em Olhão (-52,4%), Sesimbra (-30,8%), Figueira da Foz (-29,3%) e Sines (-13,7%).

Viana do Castelo lidera crescimento

Quanto ao valor de vendas, registou-se um aumento nas lotas de Viana do Castelo (+21,8%), Póvoa de Varzim (+21,6%), Vila do Conde (+48,3%), Matosinhos (+25,2%), Aveiro (+7,4%), Peniche (+10,5%), Setúbal (+16,2%), Costa da Caparica (+3,9%), Vila Nova de Milfontes (+11%), Albufeira (+65,5%) e Vila Real de Santo António (+9,5%).

As principais lotas onde se verificou uma evolução negativa, foram Figueira da Foz (-16,7%), Sines (-15,3%), Olhão (-11,3%) e Sesimbra (-3,1%).

Em relação ao preço médio, no cômputo geral, verificaram-se melhorias substanciais na generalidade das lotas, com destaque para Costa da Caparica (+1,41€/kg), Olhão (+0,65€/kg), Vila Real de Santo António (+0,56€/kg), Lagos (+0,53€/kg), Viana do Castelo (+0,41€/kg) e Sesimbra (+0,40€/kg).

 

 

evolução preços pescado docapesca jan 2017

A Docapesca – Portos e Lotas é uma sociedade anónima, de capitais exclusivamente públicos, que integra o sector empresarial do Estado Português e se insere no leque de empresas da denominada Economia Azul.

Sedeada em Lisboa, a Docapesca está territorialmente dispersa por Portugal continental, através de seis Direcções de Lotas e Portos de Pesca: Norte, Matosinhos, Centro Norte, Centro, Centro Sul e Algarve, que compreendem 59 estabelecimentos, entre eles 22 lotas com número de controlo veterinário e 37 estabelecimentos de menor dimensão inseridos em pequenas comunidades piscatórias.

Neste âmbito, a Docapesca é responsável pela organização do leilão electrónico do pescado, garantindo um painel de compradores, verificação dos tamanhos mínimos e grau de frescura do pescado, prestação de serviços na cadeia de frio, dispondo para o efeito de fábricas de gelo, bem como o apuramento dos dados estatísticos oficiais relativos às transacções de pescado em lota, essencial para o cumprimento de um número significativo de obrigações legais nacionais e europeias.

A primeira edição do Boletim Estatístico da Docapesca, de Janeiro de 2017, apresenta os dados estatísticos referentes ao ano de 2016, a nível nacional e por lota, por artes de pesca e por espécies, oferecendo igualmente uma análise comparativa com anos anteriores. A partir desta edição, o Boletim Estatístico terá uma periodicidade trimestral.

Agricultura e Mar Actual

 
       
   
 

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