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Pequenos empresários não conseguem aceder a linhas de financiamento, garante estudo da Zaask

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Os profissionais das pequenas empresas não estão a conseguir aceder a linhas de financiamento e mostram o seu descontentamento em relação às medidas de apoio à crise Covid-19. Esta é uma das conclusões da Zaask, marketplace de serviços líder na Península Ibérica que liga profissionais dos mais diferentes sectores a clientes, que lançou um questionário aos profissionais da plataforma.

Este inquérito foi realizado em Portugal e Espanha e tem como finalidade perceber quais os sentimentos em relação a esta altura, a situação financeira actual e se há o apoio essencial por parte do governo.

Nas respostas ao inquérito, sublinha-se o descontentamento dos portugueses em relação às medidas de apoio para profissionais liberais, micro empresas e PME adoptadas pelo Governo. A grande maioria (76%) expressou que as medidas são insuficientes. Na verdade, mais de um quarto refere que as medidas são completamente insuficientes.

Esta opinião é bastante semelhante à dos profissionais de Espanha, já que a maioria das pessoas inquiridas (75%) também afirma que as medidas são insuficientes. Neste caso, 34% colocaram o número 0 na mesma escala de 0 a 5.

Portugueses não se candidatam às linhas de crédito

“Apercebemo-nos, também, que a esmagadora maioria portuguesa não se candidatou a linhas de financiamento (80%) e que, pelo menos metade (51%), não o fez porque não cumpre com os requisitos. Em Espanha, 68% revelam que não tentaram aceder mas menos de metade (41%) foi porque não cumpriam os requisitos”, realçam os responsáveis pelo inquérito.

Dos que se candidataram a linhas de financiamento Covid-19, apenas 12% receberam o valor monetário de apoio das mesmas, à data de preenchimento do inquérito. O tempo médio para o receberem foi de 3 semanas e meia. Em Espanha, a fatia que recebeu a compensação económica já ascende para os 30% e a média de semanas de espera reduz-se a 2 semanas e meia.

Lay-off

No caso das empresas que responderam ao inquérito e recorreram ao lay-off, apenas uma pequena minoria (8%) recebeu a aprovação da Segurança Social. Já em Espanha, a situação é um pouco melhor, já que, dentro das empresas que recorreram ao ERTE (semelhante a lay-off), 21% delas receberam a aprovação.

“Profissionais liberais e micro-empresas encontram-se, assim, numa situação muito delicada: os seus rendimentos estão a diminuir acentuadamente e uma grande percentagem não está a conseguir aceder a apoios governamentais. Pode parecer que nem todas as realidades profissionais estão a ser cobertas pelas medidas económicas extraordinárias”, acrescentam as conclusões do mesmo inquérito.

Retomar já à actividade económica

Os portugueses inquiridos defendem que se deve retomar já à actividade económica. Mas os espanhóis mostram-se mais reticentes.

Em termos de percepção dos profissionais, em ambos os países a maioria acredita que a economia não voltará ao normal antes do próximo ano (80% em Portugal e 75 % em Espanha).

Já o caso é um pouco diferente quando se pergunta se se defende o regresso gradual à actividade económica (produção, consumo e circulação de pessoas). Em Portugal, 68% dos e das profissionais acreditam que se deve regressar já no mês de Maio. Já em Espanha, apenas 52% dos e das profissionais acredita no mesmo.

A reticência dos espanhóis pode estar nas consequências da pandemia para o seu país, que estão a ser bastante mais graves do que em Portugal. Para se ter uma ideia, o número de mortes espanholas provocadas pela Covid-19 foi de cerca de 25.428 até ao dia 4 de Maio e em Portugal foram 1.043 óbitos.

Agricultura e Mar Actual

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