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PCP na Ovibeja: liberalização dos direitos de plantio na vinha cria “situação insustentável e degrada rendimentos dos produtores”

O Partido Comunista (PCP) considera que “em particular a situação no sector da vinha, em que a liberalização dos direitos de plantio, que junta PS [Partido Socialista] e PSD [Partido Social Democrata] e que foi votada no Parlamento Europeu pelo actual ministro da Agricultura [José Manuel Fernandes], está a criar uma situação insustentável e a degradar os rendimentos dos produtores”.

A posição dos comunistas surge na sequência de uma visita — ontem, 2 de Maio— à 40ª edição da Ovibeja, em Beja de uma delegação do partido, encabeçada pelo secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, acompanhado por João Oliveira, o primeiro candidato da CDU ao Parlamento Europeu, e realça ser “indispensável proteger a produção nacional para garantir a sustentabilidade do sector agrícola em Portugal e não, como adianta o Governo, cortar nos apoios”.

Em nota de imprensa, o PCP refere que esta foi uma visita que “permitiu observar e reflectir sobre o estado actual da agricultura em Portugal e as políticas necessárias para promover a soberania alimentar” e concluir que “são precisas políticas de apoio à pequena e média agricultura, ligando-os à produção e assegurando o escoamento a preços justos e promover o regadio, designadamente o regadio tradicional”.

“Os muitos produtores contactados, os vários exemplos trazidos revelam que o País tem condições para produzir mais e mais o que se precisa. Não será possível produzir tudo, mas, com outra política agrícola, com planeamento, podíamos reduzir em muito a nossa dependência. Portugal tem potencial para produzir mais cereais e para aumentar a nossa produção agro-pecuária”, refere uma nota de imprensa dos comunistas.

E acrescenta que, “apesar do crescimento de algumas produções, a balança agro-alimentar portuguesa continua a registar um défice significativo, superior a 3.500 milhões de euros. Neste sentido, é fundamental construir um caminho para garantir a soberania alimentar como uma questão estratégica para garantir a segurança e a autonomia do País no fornecimento de alimentos”.

Por último, durante a visita foi abordado o “avolumar dos problemas na agricultura fruto da Política Agrícola Comum, que estiveram na origem dos grandes protestos deste ano. Especificamente, as dificuldades enfrentadas pelos sectores leiteiro e vitivinícola, dois sectores em que o País podia dar cartas mas em que a liberalização da produção e dos mercados está a criar problemas de dificuldade de escoamento”.

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