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Paulo Raimundo: aumento dos preços dos alimentos não chega aos agricultores

“O Governo pode travar o aumento dos preços de bens essenciais, na alimentação, na energia, de maneira a pôr um travão de uma vez por todas na especulação. Mas não o faz. Estes aumentos não chegam a produtores, agricultores, pescadores. Vão direitinhos para as grandes distribuidoras e outros grandes grupos económicos”.

As declarações são do secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP), Paulo Raimundo, que falava hoje, 30 de Janeiro, na sessão de abertura das Jornadas Parlamentares do partido no distrito de Beja.

Paulo Raimundo realçou ainda que “é preciso e urgente uma política alternativa que abra um caminho de progresso e desenvolvimento soberano para a Região e para o País”. Uma política que aposte na produção nacional, condição essencial para combater os défices estruturais com que estamos confrontados, capaz de capacitar o País, que aposte na sua soberania, capaz de criar emprego e riqueza”.

“Aqui no distrito, perdem-se explorações agrícolas, terras aráveis, áreas de produção para grão e batata, ao mesmo tempo que alastram as culturas permanentes, em regime superintensivo. A produção de cereais, em particular o trigo, atinge níveis preocupantes de auto-aprovisionamento, de 6,4%”, frisou o secretário-geral do Partido Comunista Português.

E lembrou: “Empresas de trabalho temporário, contratadas pelas grandes empresas ou grupos económicos na área da agricultura ou da grande distribuição, empregam milhares de trabalhadores imigrantes a quem não são garantidos direitos e que vivem em condições da maior precariedade, muitos deles são angariados a partir de redes de auxílio à imigração ilegal e tráfico de seres humanos. Isto não pode continuar”.

Para Paulo Raimundo “é preciso e urgente uma política que olhe para o investimento, e em particular para o investimento público, como factor de desenvolvimento. Um investimento que vá para lá das promessas e da conversa. Que construa o IP8, que electrifique a linha ferroviária para ligações a Lisboa e ao Algarve, que aproveite nas suas diversas dimensões e potencialidades o aeroporto de Beja, potencialidades essas reconhecidas com a aprovação de uma importante proposta do PCP na semana passada”.

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