O Pastel de Feijão de Torres Vedras foi oficialmente incluído no registo europeu de Indicações Geográficas pela Comissão Europeia, passo este que conclui o processo de certificação iniciado em 2013 pela ACIRO — Associação Comercial e Industrial da Região Oeste em parceria com a Câmara Municipal de Torres Vedras.
Desde a publicação da atribuição do selo no Jornal Oficial da União Europeia a 16 de Janeiro, que se aguardava a conclusão da fase de consulta pública, que agora terminou, refere uma nota de imprensa da autarquia de Torres Vedras.
Como Indicação Geográfica Protegida (IGP) da União Europeia, o Pastel de Feijão de Torres Vedras “beneficia do reconhecimento da autenticidade e qualidade que apenas os produtores certificados garantem”, realça a mesma nota.
O Pastel de Feijão de Torres Vedras junta-se assim aos mais de 3.655 nomes protegidos que constam da base de dados eAmbrosia e que beneficiam de maior projecção nacional e internacional.
A origem conventual do Pastel de Feijão de Torres Vedras remonta ao século XIX. Hoje, a produção anual deste doce típico de Torres Vedras é estimada em 1,5 milhões de unidades, representando um retorno de aproximadamente meio milhão de euros para a economia local, realça a mesma nota.
Produzido e embalado no concelho de Torres Vedras, o Pastel de Feijão é um doce de consumo individual, de tonalidade dourada e brilho acetinado, com dimensões e formato típico de um pastel ou pequeno bolo.
O recheio, localmente conhecido como “espécie”, tem como ingredientes a amêndoa, o feijão branco, gemas de ovo, açúcar e água. A fina massa envolvente (“forra” ou “capa”) tem como constituintes: farinha, gordura vegetal, água e sal.
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