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PAN defende proibição da caça à raposa e recurso à caça “à paulada” e “à corricão”

A deputada única do PAN – Pessoas-Animais-Natureza, Inês de Sousa Real, defende a proibição da caça à raposa e o recurso à caça “à paulada” e “à corricão”. “É incompreensível que continue a ser considerada uma “espécie cinegética” e que a caça à raposa continue assim a ser permitida em Portugal. Os métodos bárbaros utilizados na caça a esta espécie têm mobilizado a sociedade civil a solicitar a abolição destas práticas, nomeadamente através de petições, com largos milhares de assinaturas, dirigidas à Assembleia da República”.

Por isso, a deputada entregou na Assembleia da República o seu Projecto de Lei 559/XV/1 , defendendo ser “proibida a caça à raposa em todo o território nacional, em qualquer época do ano, ficando esta espécie excluída das espécies cinegéticas para as épocas venatórias”.

Explica Inês de Sousa Real que a raposa (Vulpes vulpes) “é um mamífero canídeo comum em Portugal, existindo em todo o território, exceptuando-se Açores e Madeira. Pode ser encontrada em zonas de floresta, matagais e campos agrícolas, em zonas rurais remotas, mas também perto de áreas urbanas. A raposa e o lobo-ibérico são os únicos canídeos selvagens que existem naturalmente em Portugal”.

E adianta que “o seu estado de conservação não é preocupante e não possui interesse gastronómico no nosso País, além de não representar perigo para a segurança ou para a saúde pública. Não obstante, a raposa está protegida pelo Anexo D da Convenção de sobre o Comércio Internacional das Espécies Silvestres Ameaçadas de Extinção (CITES), que previne o comércio de animais quando este ponha em risco a sua existência em estado selvagem”.

No seu Projecto de Lei, a deputada única do PAN refere que “alguns estudos recentes indicam que a raposa não é responsável pelo declínio do coelho bravo em Portugal, ao contrário do que muitas vezes é referido pelas associações de caçadores. Este argumento tem sido, porém, usado para justificar a necessidade de abater a raposa, num ciclo destrutivo que apenas contribui para o declínio e desequilíbrio da biodiversidade nativa do nosso País”.

“Na verdade, a raposa tem sido vítima do declínio acentuado do coelho-bravo, um dos elementos da sua dieta, em resultado de doenças e da fragmentação de habitat, o que contribui para o isolamento das populações, prejudicando o seu ciclo reprodutivo”, diz ainda Inês de Sousa Real.

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