Ovibeja. Rui Rocha visita AJAP e apoia proposta do pacto para a inovação de Portugal rural

O presidente da Iniciativa Liberal (IL), Rui Rocha, visitou hoje, 2 de Maio, o stand da AJAP – Associação dos Jovens Agricultores de Portugal, na Ovibeja, tendo-se mostrado solidário com os problemas dos Jovens Agricultores e dos Jovens Empresários Rurais (JER).

Na visita que fez ao stand da AJAP na Ovibeja, Rui Rocha manifestou-se solidário com o sector agrícola nacional, que considera de “extrema importância no contexto da economia e competitividade do País”. O líder da IL foi recebido pelo director-geral da AJAP, Firmino Cordeiro, que explanou a realidade dos Jovens Agricultores e do JER, alertando para a “urgência de impulsionar o rejuvenescimento nos territórios rurais, impactados pelo despovoamento e desertificação, num binómio Urbano/Rural cada vez mais acentuado nos últimos anos”, avança uma nota de imprensa da AJAP.

Rui Rocha ficou a conhecer um pouco melhor a AJAP, Associação que conta com 42 anos ao serviço do sector. Organização privada sem fins lucrativos e reconhecida como entidade de utilidade pública, criada em 1983, a AJAP é a única organização que representa a nível nacional, europeu e internacional, os Jovens Empresários Agrícolas Portugueses, com idades compreendidas entre os 18 e 40 anos, adianta a mesma nota.

Com mais de 14 mil sócios, entre outras valências, presta serviço de assistência técnica, através de dezenas de gabinetes técnicos e entidades em todo o País, em várias áreas, entre elas, produção integrada, agricultura biológica, GlobalGap, maneio de pastagem permanente e melhoria da eficiência alimentar.

“Decorrente do trabalho e empenho de toda a sua equipa, a AJAP participa activamente na discussão, concertação e reflexão dos problemas dos Jovens Agricultores e dos Jovens Empresários Rurais em particular e dos agricultores em geral, conferindo um importante contributo para dinamizar o espaço rural”, realça a mesma nota.

Neste sentido, Firmino Cordeiro deu a conhecer ao presidente da IL a figura do Jovem Empresário Rural (JER), criado pelo Decreto-Lei n.º 9/2019, de 18 de Janeiro, e pela Portaria n.º 143/2019 de 14 de Maio, que atribui um carácter distintivo ao empreendedorismo no mundo rural ao potenciar a criação de emprego e fixação de jovens. Potenciar o empreendedorismo no mundo rural, a criação de novas empresas e a fixação de jovens empreendedores nas zonas rurais, contribuindo para a dinamização económica e criação de emprego são os principais objectivos desta figura.

Neste contexto, Firmino Cordeiro entregou a Rui Rocha a proposta para um grande ‘Pacto – Inovação Portugal Rural’, um dos temas abordados no seminário de abertura da Ovibeja, a 30 de Abril, organizado pela AJAP, intitulado ‘JER – Jovem Empresário Rural’.

O contributo dos jovens para revitalizar o espaço rural tem sido alvo de crescente reconhecimento, mas ainda não existem as condições essenciais para que eles se fixem em número suficiente nos territórios rurais. Para a AJAP é, pois, urgente “transformar o Portugal Rural num espaço vivo, inclusivo e dinâmico, onde a juventude encontre condições para investir, aprender, criar família e liderar projectos inovadores que assegurem a sustentabilidade e a coesão do País”.

Uma prioridade que Firmino Cordeiro deixou como repto a Rui Rocha, nas vésperas de começar a campanha eleitoral para as legislativas de 18 de Maio. As figuras dos Jovens Agricultores e dos Jovens Empresários Rurais são cruciais no desenvolvimento dos territórios rurais, mas para isso precisam de um ecossistema de apoio robusto que inclua acompanhamento técnico, financiamento específico, benefícios fiscais adequados, entre outras medidas, vincou o director-geral da AJAP.

Este Pacto, em construção e detalhado em breve, pretende articular entidades públicas e privadas, numa lógica de ecossistema colaborativo e trabalho em rede, gerando um efeito agregador e multiplicador. Na base privada, estão organizações de agricultores e estruturas empresariais com preocupações assumidas com jovens (agricultores e empresários), e na base pública, os Municípios e as Comunidades Intermunicipais (CIM’s), articulados com as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR’s) e as tutelas governamentais directamente associadas a este desafio.

Agricultura e Mar

 
       
   
 

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