O presidente da ACOS – Associação de Agricultores do Sul, Rui Garrido, mostrou hoje, 29 de Abril, durante a sua intervenção de abertura da 42.ª Ovibeja, que se realiza de 29 de Abril a 3 de Maio, no Parque de Feiras e Exposições Manuel de Castro e Brito, em Beja, a sua preocupação com um problema que “tem muito a ver com a região Alentejana”, “o declínio do montado”.
Dirigindo-se ao ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, e à bejense ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, disse tratar-se de “um processo complexo, multifactorial e ainda não completamente compreendido. Como tal, a abordagem a adoptar para o contrariar deverá ser, também ela, multi-dimensional e dirigida à multiplicidade de factores que se sabe estarem envolvidos”.
Para além de “medidas de estímulo a uma gestão adequada, são ainda necessários apoios a questões de carácter mais estrutural, nomeadamente correcções de solo, fertilizações, adensamentos, promoção e protecção da regeneração natural, entre outras. Uma vez que os processos inerentes à recuperação do montado são necessariamente lentos, é imprescindível que as políticas a eles dirigidas reflictam igualmente esses horizontes temporais alargados, de modo a conferir um quadro de estabilidade e confiança aos agricultores que optem por se comprometer com este objectivo que, em última análise, beneficiará toda a sociedade”, realçou Rui Garrido.
E, para atingir os objectivos referidos, “pensamos que deverá haver, no PEPAC [Plano Estratégico da Política Agrícola Comum] ou noutro qualquer instrumento de financiamento, uma medida específica e regionalizada para combater o declínio dos montados de sobro e azinho”, acrescentou.
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