Início / Agenda / OrangeBee ganha prémio Ecotrophelia e representa Portugal na final europeia

OrangeBee ganha prémio Ecotrophelia e representa Portugal na final europeia

Partilhar
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

O OrangeBee, um preparado fermentado de aquafaba com uma camada de geleia de laranja, polvilhado com pólen apícola, é o produto desenvolvido por duas alunas da Universidade de Aveiro e o grande vencedor da 4.ª edição do Ecotrophelia Portugal. O galardão foi entregue, na passada quinta-feira, numa cerimónia que decorreu na Casa do Vinho Verde, no Porto.

A equipa OrangeBee foi reconhecida com um prémio monetário no valor de 2.000 euros e cerca de 7.000 euros em serviços de consultoria

A edição 2020 do prémio Ecotrophelia Portugal, que promove a eco-inovação, o empreendedorismo e a competitividade no sector agroalimentar, desafiando estudantes do ensino superior a desenvolverem produtos alimentares inovadores e sustentáveis, envolveu 63 estudantes de 14 instituições do ensino superior nacionais.

Estiveram a concurso 16 equipas, das quais chegaram à final 10 produtos inovadores. O produto OrangeBee foi o escolhido por um júri, composto por diversas personalidades do sector agroalimentar, que tiveram por base critérios como a inovação de produto, sustentabilidade, embalagem, propriedades organoléticas e credibilidade de mercado.

Rice ‘n’ Nice em 2.º lugar

Por sua vez, em segundo lugar, ficou o Rice ‘n’ Nice, pastel de bacalhau ultracongelado, sem batata, com couve-flor e subprodutos da indústria arrozeira, desenvolvido por alunos da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.

O bronze foi arrecadado pelos estudantes do Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa e da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. O grupo de alunos desenvolveu o FermentiVe, conserva de tomate verde rejeitado pela indústria e outros vegetais fermentados, que venceu também a distinção “Born from Knowledge”, atribuída pela Agência Nacional de Inovação (ANI).

Perante a situação pandémica, o evento final do concurso cumpriu todas as orientações de segurança e higiene, tendo chegado ao público através de uma transmissão online em directo, que ocorreu no canal de Youtube da entidade organizadora, a PortugalFoods, associação reconhecida como cluster do sector agroalimentar português.

De acordo com Vergílio Folhadela, presidente do Júri, o OrangeBee destacou-se “por ser um excelente exemplo de ecoinovação, ao reutilizar resíduos habitualmente desprezados na elaboração de um produto (“sobremesa”) apelativo e saboroso, muito bem conceptualizado na sua génese e em termos de marketing, aproveitando a complementaridade da formação das suas autoras, a frequentarem mestrados em biotecnologia alimentar e design”.

Prémios

A equipa OrangeBee foi reconhecida com um prémio monetário no valor de 2.000 euros e cerca de 7.000 euros em serviços de consultoria: da Ivity Brand Corp, que proporcionará o serviço de consultoria nas áreas da Comunicação e Design, da Market Access em Internacionalização, e da Patentree que tratará da propriedade intelectual relativa ao produto.

Ao segundo classificado foi atribuído um prémio no valor de 1.000 euros. O terceiro lugar conquistou 500 euros como prémio, tendo sido ainda distinguido com o galardão Born from Knowledge, instituído pela ANI, por ser considerado o melhor projeto “nascido do conhecimento científico” e que responde a desafios da sociedade actual.

“Mais do que os prémios arrecadados pelos três grandes vencedores, consideramos que esta edição foi, mais uma vez, uma oportunidade ímpar para todos os estudantes, em competição, aplicarem as suas competências e talento num projecto inovador orientado para o mercado actual. Aqui, puderam partilhar a sua visão com os profissionais do sector, desenvolver o seu carácter empreendedor e ter o seu primeiro contacto com a vertente profissional, algo único na vida de qualquer jovem”, explica Deolinda Silva, directora executiva da PortugalFoods.

João Miranda, embaixador do prémio, salienta também a importância do concurso e do trabalho dos estudantes no momento actual: “Esta é uma iniciativa que reforça o valor dos jovens para o futuro. Todos os participantes, este ano, adaptaram-se ao momento pandémico que vivemos e desenvolveram produtos inovadores, em linha com as tendências actuais, mas desta vez em situações sem precedentes, até mesmo à distância. Apesar de todos os desafios, pensaram no que o mundo necessitava e conseguiram mostrar que é nos períodos mais difíceis que o sector agroalimentar ganha ainda mais relevo. Para que a alimentação chegue a casa de todos, não podemos parar de produzir”.

A 4.ª edição nacional do prémio Ecotrophelia contou com o Alto Patrocínio do Presidente da República e teve o apoio da APCER, da Agência Nacional de Inovação, da Câmara Municipal do Porto e do TECMAIA. A estes juntaram-se ainda parceiros como a All The Way Travel, Brandit, Cerealis, CBS – Creative Building Solutions, Grupo Primor, Market Access, Novarroz, Patentree, SPI – Sociedade Portuguesa de Inovação e a Vieira de Castro.

Agricultura e Mar Actual

  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •   
  •  

Verifique também

Estudo. Olivais modernos aumentam a fixação da população rural

Partilhar            São muitos os defensores de que o olival moderno elimina mão-de-obra, ao substituir pessoas por …

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.