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Olivum: “O olival no Alqueva sequestra carbono equivalente às emissões de Beja e Évora”

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O director executivo da Olivum – Associação de Olivicultores do Sul, uma das entidades que vai estar presente na AgroGlobal, diz que o olival em sebe é uma cultura sustentável do ponto de vista ambiental e que “o olival plantado na região do Alqueva consegue sequestrar 52.000 toneladas de CO2/ano, o equivalente às emissões de Beja e Évora.

A 7.ª edição da AgroGlobal – Feira das Grandes Culturas realiza-se de 9 a 11 de Setembro de 2020, em Valada do Ribatejo. As inscrições para expositores já estão abertas, aqui.

Em entrevista à organização da AgroGlobal, Gonçalo Almeida Simões realça que quando se “fala tanto de ambiente, o olival é uma cultura permanente e com grande densidade de árvores e portanto tem capacidade para absorver entre 7 a 8 toneladas de Co2 por ano”.

E acrescenta que “quando comparado com as 15 culturas mais presentes no País, o olival está no Top 3 daqueles que fazem o uso mais eficiente da água, com 3.000 metros cúbicos por hectare”. Por outro lado, diz que o olival, com uma extensão muito grande, de 360 mil hectares, consome muito menos fitofármacos do que outras culturas. O olival tem apenas 8% do mercado de fitofármacos”.

Gonçalo Almeida Simões realça ainda que “a olivicultura é um dos sectores que mais executa verbas do PDR 2020 — 600 milhões de euros até à data —, é discriminatório e não é justo que o olival neste momento esteja arredado das ajudas ao investimento”.

5.º maior exportador mundial de azeite

Portugal é hoje em dia o 5.º maior exportador mundial de azeite e o sector da olivicultura tem grande potencial de crescimento. No entanto, para que continue a progredir “é fundamental que as novas plantações de olival possam voltar a ter acesso às verbas do PDR 2020”, considera a Olivum, que tem 95 associados com uma área total de 35.000 hectares de olival no Alentejo.

Estudo

Recorde-se que a Associação apresentou, em Novembro do ano passado, o estudo “Alentejo: a liderar a olivicultura moderna internacional”, que revela que a alteração da tipologia de olival no Alentejo, com a instalação de olivais modernos e eficientes de regadio, permitiu aumentar a produtividade mais de 6 vezes nos últimos 18 anos, estando a média regional perto das 3 toneladas de azeitona por hectare.

“No entanto, nos olivais modernos instalados, em plena produção, obtêm-se produtividades médias de 10 a 12 toneladas por hectare, pelo que se espera um crescimento muito acentuado da produtividade regional (e, por arrasto, da produtividade nacional) de azeitona”.

Agricultura e Mar Actual

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