Início / Agricultura / O touro, o tordo, a rola, o caçador, que paga o alimento dos “bichos”, e o veganismo dos animalistas da cidade
Foto: Câmara Municipal de Vila Franca de Xira

O touro, o tordo, a rola, o caçador, que paga o alimento dos “bichos”, e o veganismo dos animalistas da cidade

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Editorial

Esta noite assisti a uma entrevista da líder do PAN – Pessoas – Animais – Natureza, Inês de Sousa Real, na TVI 24. Um mulher, vegan, anti-touradas, que adora “bife de soja” (quase toda OGM), que não percebe que o touro bravo só existe graças aos ganadeiros. Um touro bravo que anda cinco a seis anos livre no campo, a “cobrir” alegremente vacas no montado — ao contrário das vacas do fast food que só vivem seis meses.

Isto tem custos. Muitos. A espécie só existe porque há corridas de touros. E ganadeiros com coragem para enfrentarem o investimento.

São os “donos” do montado que pagam a “vida”, a alimentação do boi. Bravo; uma raça que pode acabar com o fim das corridas.

A antiga proposta da líder do PAN, que também quer acabar com a caça — quando são os próprios caçadores a plantarem milho para a rola-comum, a criarem coelho bravo, que até alimenta o lince ibérico — não se percebe. Acaba-se com as touradas; logo acaba quem queira criar toiros de lide; acaba-se com a caça, acabam os alimentadores de tordos, perdizes, rolas, coelhos, etc. E com os touros de lide.

Mas esta estratégia “política” percebe-se”: quantos “meninos da cidade” sabem disto? Nem os animalistas. E é “mesmo por isso que se percebe que o PAN, no Mundo Rural, não tem votos. Porque ninguém aceita propostas irrealistas.

Alimentação escolar

Este ano lectivo, os partidos animalistas deverão continuar a perder votos. Porque são “meninos da cidade” e não percebem nem conhecem o interior do País.

No Mundo Rural, os pequenos agricultores e pequenos produtores pecuários, hortícolas, frutícolas e transformadores agroindustriais precisam mesmo das escolas para escoarem os seus produtos: chouriço, morcela, queijo, salsicha, farinheira… etc.. Acabou, este ano lectivo já não vão poder vender os seus produtos nas escolas.

Vão vender a quem?

Esta é uma política a favor de quem trabalha?

Ou a favor do “bife de soja” de quem nunca viveu no campo?

Carlos Caldeira

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4 comentários

  1. O Carlos tem a mente pejada de preconceitos. Então acredita que se podem justificar atos bárbaros como forma de “garantir” sobrevivência? Os animais estão cá há muito tempo e nunca precisaram de exclusivamente dos humanos para sobreviver. A própria lei da mudança encarrega-se de deixar cá quem sobrevive.

    A soja OGM que refere é plantada exatamente para alimentação animal e não humana (imagino que estes detalhes lhe passem ao lado). À custa dessa plantação de soja para alimentação animal observa-se uma desflorestação em diferentes partes do globo para a criação das tais vacas em seis meses. Aqui concordamos que temos que rever os meios pois não devem sempre justificar os fins. O que exatamente se passa com a caça e com as touradas.
    Acrescento ainda um facto importante para que possa repensar o que escreve. A OMS veio colocar a carne vermelha, enchidos e fumeiro em geral no grupo do tabaco o que significa que o seu consumo prolongado provoca problemas graves na saúde humana. É isso que quer para as nossas crianças?
    Por vezes é mais simples pensar antes de escrever. É mais simples reinventar que lutar contra pensamentos e tradições que pertencem ao passado.

    • Caro André, o meu artigo é apenas a opinião de quem cresceu no campo.
      Quanto à OMS… veja por exemplo o novo sistema de rotulagem alimentar Nutri-score: diz que uma Coca Cola Zero é mais saudável que o azeite. Às vezes, as grandes organizações também se enganam.

      Antes de escrever o artigo pensei e relembrei as tradições por que a minha infância e adolescência passou.

    • André, que chorrilho de disparates e de mentiras.
      O estilo da escrita não muda nada por isso sei com que falo e os conhecimentos idem aspas, mantêm-se nulos.
      É por ignorância ou para cumprir agenda?
      Soja cultiva-se por causa do óleo, que é cerca de 20% do grão, o resto, o bagaço, vai por norma para os animais tanto mais que não pode ser usado na alimentação humana a maior parte dele.
      Dizer que a soja se cultiva para alimentar animais é uma mentira monstruosa.
      Cultivamos oliveiras por causa do bagaço de azeitona?
      É que esse, bagaço, representa 85% da azeitona.
      Ou será por causa do azeite, uns meros 15% da azeitona?
      Cultivamos os cereais por causa da palha ou do grão?
      E por aí fora.
      Mais, quem come a maioria do bagaço de soja são monogastricos, não os ruminantes pois a soja está cheia de factores anti nutricionais para eles e como tal a sua ingestão está muito limitada.
      Os ruminantes entram quando a soja sai e, comem a vegetação espontânea e com os seus dejectos fertilizam os terrenos impedindo assim que desertifiquem de arruinados que ficam depois de sair a soja.
      Touradas.
      O Touro a sofrer na Arena?
      Onde está isso?
      Onde podemos ver o sofrimento do animal?
      Na vossa cabeça doente?
      Alguma vez viram um touro a fugir do toureiro?
      Raio de touros masoquistas que sofrem e mesmo assim voltam a querer sofrer em vez de fugir do toureiro.
      Hormonas, sabem o que é?

  2. A propósito de “bifes de soja” acho este texto hilariante, primeiro porque são raros os vegetarianos que comem esses bifes, só por piada ou no caso quererem demonstrar alguma receita a um amigo carnívoro o facto de não precisam de carne para nada, contudo já é uma evolução de discurso, como desconheciam de todo as iguarias dos menus vegan, afirmavam que comiam só alface (ehehe)

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