A Manzwine anuncia o lançamento oficial do vinho Jagoz, uma criação com um “profundo tributo à vila da Ericeira e à sua identidade marítima”. A iniciativa de criação do rótulo deste novo vinho, que envolveu mais de 60 artistas num concurso para escolher o rótulo oficial da garrafa, culmina agora com o vinho disponível para venda e com o rótulo eleito pelo público e um júri especializado.
Os restaurantes da Ericeira foram convidados para participarem na selecção e criação do lote final do vinho Jagoz, refere uma nota de imprensa da Manzwine .
“Jagoz” é o nome popularmente atribuído aos naturais da Ericeira, vila de pescadores conhecida pela sua relação ancestral com o mar. Esta designação distingue-os dos “saloios”, habitantes da região rural em redor. O novo vinho da Manzwine assume-se como “um tributo à força, coragem e carácter dos jagozes, transportando nas suas garrafas a essência atlântica e o espírito indomável desta terra única”, acrescenta a mesma nota.
A gama Jagoz integra duas referências distintas:
- Jagoz Tinto – Um blend das castas Castelão e Touriga Nacional, vinificado com fermentação em inox. Apresenta notas de fruta vermelha, predominantemente de cassis e com cereja madura, completado por algum floral característico da Touriga Nacional. Ideal para harmonizar com carne de vaca, porco, queijos e enchidos;
- Jagoz Branco – Uma mistura fresca de Fernão Pires e Arinto, com bom volume e estrutura, equilibrado com o frescor de uma acidez natural e mineralidade característica do Vale do Lizandro. A proximidade do mar e a presença de fosseis marinhos e conchas no solo das vinhas de Cheleiros tornam-no fantástico para harmonizar com peixe grelhado, marisco, ouriço do mar e sushi.
Ambos os vinhos são produzidos na adega da Manzwine em Cheleiros, com uma filosofia que “alia técnicas tradicionais e inovação, honrando a autenticidade das castas portuguesas”.
Um rótulo com rosto
Mais do que um simples elemento gráfico, o rótulo do vinho Jagoz foi escolhido através de uma votação pública que decorreu entre 17 de Março e 19 de Abril de 2025, após um concurso aberto a artistas. Apesar de inicialmente estarem previstas apenas 10 propostas finalistas, a elevada qualidade levou a organização a seleccionar 30 rótulos para votação.
As obras estiveram expostas na Rua Dr. Eduardo Burnay, no coração da Ericeira, acompanhadas de sinopses e biografias dos artistas. A votação esteve igualmente acessível online, aqui, com os votos do público a contribuírem com 20% para a decisão final, enquanto os restantes 80% ficaram a cargo de um júri composto por especialistas em design, enologia e representantes locais.
O rótulo vencedor, da autoria de Ana Sofia Conceição – agora presente nas garrafas Jagoz já disponíveis para venda –, pretende “valorizar não só o vinho, mas também a cultura e o talento artístico ligados à Ericeira”.
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