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Neto Viveiros: futuro dos Açores passará certamente pela produção leiteira

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O secretário Regional da Agricultura e Ambiente açoriano afirmou hoje, 14 de Junho, na Horta, que o “futuro dos Açores passará, certamente, pela produção leiteira”, destacando que “a vantagem competitiva do leite dos Açores é a pastagem e a diferenciação dos produtos”.

Luís Neto Viveiros, que falava na Assembleia Legislativa num debate sobre o sector agropecuário regional, sublinhou também, enquanto factores competitivos, o reduzido encabeçamento nas explorações do arquipélago, a forma de maneio e a qualidade do leite produzido.

“O encabeçamento médio em toda a Região é de 1,7 cabeças por hectare”, frisou, ou seja, o oposto da intensificação, com as consequentes mais-valias ambientais e ao nível de bem-estar animal.

O secretário Regional salientou também que não foi aprovado no actual quadro nenhum projecto em estabulação permanente, investimento que não é incentivado pela Região, nem corresponde à forma de produção que caracteriza todas as ilhas.

Relativamente ao problema de escoamento que enfrentam os países produtores da Europa, devido à confluência de factores como o embargo russo, a recessão do consumo e a retracção dos mercados emergentes num novo cenário de liberalização, o titular da pasta da Agricultura destacou o esforço colocado no apoio aos empresários agrícolas açorianos, onde esta crise externa tem maior impacto devido à condição ultra-periférica da Região.

Acções de formação

O Secretário Regional destacou ainda a abrangência de acções de formação ministradas a milhares de agricultores e os resultados obtidos com a implementação do Plano de Controlo Oficial de Leite Cru, reforçando na actual legislatura a evolução já registada ao nível da qualidade do leite produzido em toda a Região.

Para o governante, constitui nesta fase um desafio para o Executivo açoriano conseguir “canalizar apoios excepcionais para uma situação que é extraordinária, sem se desviar do rumo de desenvolvimento estratégico que definiu e tem prosseguido”, ou seja, “apoiar os empresários e industriais agrícolas a enfrentarem com sucesso a crise do escoamento do leite instalada no espaço comunitário, sem hipotecar o investimento no futuro do sector”.

Nesse sentido, revelou que o abastecimento de água já abrange 4.900 explorações, a capacidade de armazenamento instalada é de cerca de 500 mil m3 e que mais de 300 explorações beneficiam de electricidade, estando em curso a ligação para mais de uma centena.

Agricultura e Mar Actual

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