O ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, defende uma Política Agrícola Comum (PAC) “robusta, com orçamento próprio ajustado à inflação e directamente ligada à resiliência hídrica” para que esta possa continuar a ser o principal pilar da União Europeia (UE). A posição ficou marcada na Conferência Internacional “Agricultura nos Países do Sul da Europa”, promovida pela CAP – Confederação dos Agricultores de Portugal em parceria com a Fenareg – Federação Nacional de Regantes de Portugal, realizada dia 13 de Junho, na Feira Nacional de Agricultura.
José Manuel Fernandes, alertou para os impactos dos Planos de Recuperação e Resiliência nos futuros orçamentos europeus e apelou à criação de recursos próprios da UE. “Sem PAC, não há segurança alimentar na Europa”, afirmou, sublinhando a necessidade de termos uma política comum que valorize os países do Sul e evite distorções no mercado.
“Portugal defende uma Política Agrícola Comum forte, que assegure previsibilidade e estabilidade, com financiamento robusto e assente nos actuais dois pilares. A PAC é um sucesso e não precisa de ser reinventada, mas sim melhorada. Precisamos de uma evolução da PAC e não queremos uma revolução”, frisou o governante.
Bruxelas reconhece especificidades do Sul
Por sua vez, Pierre Bascou garantiu que a nova PAC será simplificada, mais acessível aos pequenos e médios agricultores e estará centrada na competitividade e na sustentabilidade. O responsável europeu, enfatizou a importância da resiliência hídrica para toda a Europa e anunciou o lançamento de futuros instrumentos financeiros que permitirão aos agricultores enfrentar mais adequadamente os eventos climáticos extremos e, ao mesmo tempo, promover a inovação e a digitalização no sector, refere uma nota de imprensa da Fenareg.
Já Álvaro Mendonça e Moura, presidente da CAP, apelou à união política dos países do Sul da Europa para reforçar a sua influência na definição da PAC. O presidente da CAP, sublinhou igualmente que a coesão europeia depende de uma política agrícola comum que seja justa, inclusiva, representativa da diversidade climática e produtiva da UE e que esteja directamente ligada à Resiliência Hídrica.
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