O ministro da Agricultura, Pesca e Alimentação de Espanha defende uma revisão e actualização da reserva de crise europeia para que cumpra a sua função como instrumento estabilizador e de apoio ao sector agrário. A posição foi tomada, em Bruxelas, durante uma conferência sobre o futuro da agricultura e da alimentação organizada pela Comissão Europeia.
Luis Planas sublinhou que a futura Política Agrícola Comum (PAC) pós-2027, cujas primeiras propostas para o debate serão apresentadas pela Comissão Europeia no segundo semestre deste ano, “deve estar bem financiada, com fundos suficientes, ter personalidade própria” e dotada dos instrumentos necessários para fazer frente aos reptos que enfrenta a produção agroalimentar no continente, avança uma nota de imprensa do Executivo espanhol.
O ministro da Agricultura espanhol participou em Bruxelas na conferência sobre o futuro da agricultura e alimentação organizada pela Comissão Europeia, num momento que considerou chave, em vésperas da discussão sobre as novas perspectivas financeiras da União Europeia (UE). O governante reiterou o apoio ao documento “Visão para a Agricultura e o Sector Alimentar”, apresentado recentemente pela Comissão, destacando ser muito completo e de ter o mérito de antecipar muitos dos reptos do futuro do sector.
Entre esses desafios, o ministro destacou os da compatibilização da rentabilidade da actividade agrária com a sustentabilidade, o relevo geracional vinculado à inovação, e a autorização de produtos substitutos mo âmbito fitossanitário para responder aos novos problemas de pragas e enfermidades que estão relacionados com as alterações climáticas.
Luis Planas interviu na sessão interactiva “melhorar a resiliência a futuros riscos e crises: como podemos melhorar a gestão de riscos?”, onde expôs a “ampla experiência” de Espanha no enfrentamento de riscos e crises.
“O sector agrário espanhol está muito exposto às adversidades por questões climáticas — secas recorrentes, chuvas torrenciais, ondas de calor —, por ser fronteira perante pragas e enfermidades, e pela diversidade das produções e a sua forte vocação exportadora, que ocasiona episódios de crises de mercados”, realça a mesma nota.
Por outro lado, o ministro defendeu a necessidade de rever e actualizar o fundo de reserva de crises da UE, para que possa cumprir com garantia a sua função como instrumento de estabilização e de apoio ao sector agrário. Neste sentido, salientou que alguns dos preços de referência utilizados têm 30 anos.
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