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Ministério da Agricultura: “olival intensivo não promove mais pressões ambientais que outras culturas regadas”

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“O olival intensivo não promove mais pressões ambientais do que outras culturas regadas com expressão determinante no Alentejo. Inclusive os indicadores compulsados apontam-na como das menos potenciadoras de impactos negativos no solo”. Esta é a conclusão dos técnicos do Ministério da Agricultura, que levaram a cabo uma avaliação dos possíveis efeitos ambientais desta cultura.

Mas, o Ministério de Capoulas Santos, “tendo em conta a importância da produção de azeite no Alentejo, e a sua dimensão”, não se ficou por aqui e determinou que o INIAV — Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária “promova um estudo mais aprofundado de avaliação comparativa dos diversos tipos de exploração de olival, bem como a apresentação de conclusões e de eventuais recomendações tendentes a mitigar impactos negativos que possam vir a ser detectados”.

“Discurso alarmista” de alguns autarcas do Baixo Alentejo

O Ministério da Agricultura, liderado por Luís Capoulas Santos, reage assim ao “discurso alarmista que alguns autarcas do Baixo Alentejo têm vindo a adoptar relativamente à cultura do olival e à produção de azeite na região, que muito têm contribuído para a dinamização sócio-económica da região e para o combate ao desemprego”.

O último autarca a falar sobre o assunto foi o de Serpa. Em comunicado o município presidido por Tomé Alexandre Martins Pires, eleito pelo Partido Comunista, refere que a Câmara “tem vindo a solicitar ao Ministério da Agricultura vários agendamentos de reuniões no sentido de transmitir a esta entidade todas as preocupações existentes face à proliferação de novas plantações em regime intensivo e super intensivo no concelho, possivelmente sem o devido acompanhamento das entidades competentes”.

O Gabinete de Capoulas Santos garante: “a Câmara Municipal de Serpa apresentou ao Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural um único pedido de audiência, em 9 de Fevereiro último, tendo o Executivo da autarquia sido recebido em 28 de Março”.

Preocupação do foro ambiental

Para o presidente da Câmara de Serpa, a “principal preocupação, já transmitida ao Ministério, é do foro ambiental. A Câmara Municipal de Serpa defende a criação de um sistema de monitorização com indicadores ambientais, demográficos e sócio-económicos e de mitigação de impactos ambientais, para a saúde pública, acreditando que devem ser tomadas medidas de protecção, junto das localidades e de explorações com culturas em modo de produção biológico”.

Em Fevereiro de 2018, a Assembleia Municipal de Serpa, aprovou uma moção sobre monoculturas, em que é destacada a “preocupação com os impactos que estas práticas” podem vir a ter na “deterioração dos solos, da água, nos animais, em suma no ecossistema”.

Valor recorde de produção de azeite em 2017

O Ministério liderado por Capoulas Santos realça que “Portugal registou, em 2017, um valor recorde de produção de azeite, tendo atingido as 125 mil toneladas, mais 80% face ao ano anterior. No espaço de uma década, o País passou do défice crónico da balança comercial para uma situação de superavit que atingiu os 150 milhões de euros”.

A estes dados, “junta-se informação qualitativa, que dá conta de um processo de crescimento sustentável do sector, assente numa base de elevada competitividade e de excelente qualidade”, acrescenta o Ministério da Agricultura.

Estes dados “ilustram o panorama nacional do desempenho da fileira do azeite, mas se o enfoque se situar no Alentejo, a informação revela que nos últimos 15 anos a região quintuplicou a sua produção, tendo registado um aumento de 25% da área de olival. Esta evolução transformou esta cultura numa alavanca imprescindível ao desenvolvimento económico do Sul do País, geradora de emprego e dinamizadora da realidade empresarial”, frisa o Gabinete de Capoulas Santos.

165 mil hectares de olival no Alentejo

Dos 3 milhões de hectares que constituem a região do Alentejo, “apenas 165 mil estão ocupados por olival, sendo que as áreas de olival intensivo e superintensivo representam 38 mil hectares. Ou seja, 1,25% do total”, acrescenta a mesma fonte.

Face a estes dados, “torna-se incompreensível o discurso alarmista que alguns autarcas do Baixo Alentejo têm vindo a adoptar relativamente à cultura do olival e à produção de azeite na região, que muito têm contribuído para a dinamização sócio-económica da região e para o combate ao desemprego”, diz ainda o Gabinete de Capoulas Santos.

Agricultura e Mar Actual

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