Milho Amarelo: Será possível tornar os parques solares locais de apoio à Biodiversidade?

“Será possível tornar os parques solares locais de apoio à Biodiversidade?” é o novo vídeo do Milho Amarelo, projecto de divulgação científico sobre a cultura do milho sem fins lucrativos.

“Após 14 anos, desde o inicio da produção fotovoltaica na Quinta da Cholda, conseguimos ser hoje auto-suficientes em energia eléctrica e com isso aumentámos a nossa competitividade económica e ambiental. Mas como em todas actividades económicas, existem sempre impactos negativos na sua operação. Iniciámos alguns investimentos na sua mitigação/redução destes impactos negativos tentando reverter para impactos positivos para o modelo agrícola como um todo”, refere o agricultor João Coimbra, promotor do Milho Amarelo.

E adianta estar “agora a tentar utilizar estes espaços para zonas de conservação, de apoio à biodiversidade e de espaços de infiltração de água para os nossos lençóis freáticos. Habitualmente utilizamos herbicidas para reduzir a presença de infestantes que nos limitam a produção fotovoltaica. Estamos agora a estudar a introdução de culturas de cobertura adaptadas à necessidade de ter o solo sempre coberto de vegetação e raízes vivas o ano inteiro, mas agora especialmente de porte baixo. Com isto vamos tentar reduzir os herbicidas e aumentar as zonas de apoio à biodiversidade. A grande tentativa é de poder conciliar as actividades produtivas com a conservação dos ecossistemas”.

Milho Amarelo

A 23 de Março de 2007, aproveitando a plataforma recentemente criada YouTube, começou o projecto Milho Amarelo. Quando começou, propunha-se a filmar e comentar as diferentes fases da cultura do milho ao longo de todo o seu ciclo.

Passados 10 anos e mais de 300 vídeos depois, em 2017 inaugurou uma nova fase, com um website próprio (ver aqui) em que, para além de continuar a acompanhar o ciclo do milho, passou também a abordar todos os vários factores desta cultura.

Desde relatos de projectos de investigação a inovações no mundo agrícola, passou também a contar com dados em directo, tais como cotações de mercado a previsões meteorológicas e uma base de dados de softwares e outras ferramentas para ajuda à actividade agrícola.

A Quinta da Cholda, no coração do Ribatejo, é a base das operações do projecto Milho Amarelo. Fundada no princípio do século XX, desenvolve actualmente a sua actividade na produção de cereais, especialmente milho, na exploração florestal e na produção de energia renovável.

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