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Matérias-primas mais caras pressionam custo da alimentação animal. IACA faz ponto de situação do sector em webinar

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A IACA – Associação Portuguesa dos Industriais dos Alimentos Compostos para Animais promove amanhã, 10 de Dezembro, a partir das 10 horas, um webinar para analisar, entre outros temas, a evolução dos mercados das principais matérias-primas para a alimentação animal.

Realça a organização do evento que a forte procura pela China e quebras de produção na zona do Mar Negro, além do impacto da Covid-19, fez aumentar os preços das matérias-primas das quais Portugal é muito dependente, nomeadamente milho, soja, colza e girassol.

À manutenção da tendência do aumento do preço das matérias-primas importadas, nomeadamente cereais e soja, que registam aumentos superiores a 10% desde Setembro (na soja pontualmente de 30%), junta-se a escassez de fontes de proteína importantes como os bagaços de colza e girassol.

A IACA teme já o impacto do valor das matérias-primas no produto final, prevendo que a pecuária não consiga acomodar o aumento do preço das raçoes devido às alterações no consumo de bens alimentares, sobretudo no canal Horeca, e das promoções praticadas pelas cadeias de grande distribuição nestes bens de primeira necessidade.

IACA alerta GPP

A Associação que representa os industriais de rações portugueses manifestou a sua preocupação com a escalada dos preços das principais matérias-primas para a alimentação animal ao Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral (GPP), entidade que tem a incumbência de apoiar a definição das linhas estratégicas, prioridades e objectivos das políticas do Ministério da Agricultura, e pediu à Comissão Europeia, através da FEFAC, que revisse a metodologia de cálculo dos direitos de importação de milho proveniente de países terceiros, na sequência da taxa adicional de 25%, imposta no quadro das tensões comerciais entre a UE e os EUA.

A IACA apelou igualmente para que as relações transatlânticas sejam rapidamente normalizadas, o que é da maior relevância para a competitividade do sector.

Negócios da indústria de rações podem cair 2%

Após um primeiro semestre em que a procura se manteve em linha com a procura do período homólogo, a indústria de rações estima fechar o ano de 2020 com uma perda de 2.0% face ao volume de negócios de 1,5 mil milhões de euros em 2019, ano em que registou uma produção de 3,9 milhões de toneladas.

“Se a tendência não for invertida no curto prazo e a pecuária não conseguir fazer repercutir os preços no consumidor, a situação durante o primeiro semestre de 2021 vai ser muito complicada para toda a Fileira e em particular para a Indústria da Alimentação Animal”, diz o secretário-geral da IACA Jaime Piçarra”.

Inscrições

A situação no sector, bem como o impacto das alterações no consumo provocados pela pandemia de Covid-19 são áreas a analisar no webinar que a entidade promove, em parceria com a USSEC, e no qual estarão em debate mais cinco temas: “Nutrição Animal, o que vem a seguir”; “Visão Global do Mercado dos Suínos”; “Mercado de Proteínas e Cereais em Portugal”; “Soja Sustentável” e a “Visão Global dos mercados de futuros e de cereais e da Soja “.

Programa integral do webinar e inscrições podem ser feitas através do site da IACA, aqui.

Agricultura e Mar Actual

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