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Maria do Céu Antunes mantém pasta da Agricultura sem Florestas

Maria do Céu Antunes vai continuar a ser a ministra da Agricultura, que agora ganha a Alimentação e uma secretaria de Estados das Pescas. E continua a não ter a pasta das Florestas que se mantém no Ministério do Ambiente e Acção Climática, que fica agora a cargo de Duarte Cordeiro.

Relembre-se que a maioria das associações de agricultores se opuseram desde o princípio ao facto de a tutela das Florestas não estar no Ministério da Agricultura. E muitas chegaram mesmo a incompatibilizar-se com a ministra.

É o caso da CAP — Confederação dos Agricultores de Portugal que em 29 de Julho de 2021 entrou em colisão com Maria do Céu Antunes no que diz respeito aos Pagamento Directos para 2022. Na altura, a direcção da CAP garantiu ter tomado a decisão, “de ora em diante, e no estrito âmbito da discussão do PEPAC — Plano Estratégico da PAC [Política Agrícola Comum], remeter todos os seus contributos directamente ao senhor primeiro-ministro”, António Costa.

Também no Mar, as competências ficam divididas. O Ministério da Economia ganha a tutela do Mar (António Costa Silva), mas as Pescas ficam no Ministério da Agricultura.

Biografia

Maria do Céu Antunes nasceu em 1970, em Abrantes.

É Licenciada em Bioquímica pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra e pós-graduada em Gestão da Qualidade e Segurança Alimentar pelo Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz.

Foi Presidente da Câmara Municipal de Abrantes durante 9 anos e desde 2013 presidiu ao Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo.

Foi membro do Conselho Económico e Social e do Conselho das Comunidades e Regiões da Europa na Comissão Permanente para a Igualdade das Mulheres e dos Homens na Vida Local.

É membro do Comité de Acompanhamento do Programa Operacional Regional do Centro – Centro 2020, e da Comissão Executiva da Entidade Regional do Turismo Centro de Portugal, presidindo também à direcção da TecParques – Associação Portuguesa de Parques de Ciência e Tecnologia.

Recebeu as distinções “Autarquia +Familiarmente Responsável”, “Prémio Municipal Viver em Igualdade”, prémio “The Tesla Sustainable Leadership Award” categoria Liderança, “Prémio Women of the Decad in Public Life”, Galardão da All Ladies League.

Foi secretária de Estado do Desenvolvimento Regional desde Fevereiro de 2019 do XXI Governo Constitucional.

Próximo Governo terá mais ministras que ministros

Próximo Governo terá mais ministras do que ministros. O primeiro-ministro, António Costa, enviou ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a composição do novo Governo, na sequência das eleições legislativas.

O Governo é composto pelos/as seguintes ministros:

  • Presidência – Mariana Vieira da Silva;
  • Negócios Estrangeiros – João Gomes Cravinho;
  • Defesa Nacional – Helena Carreiras;
  • Administração Interna – José Luís Carneiro;
  • Justiça – Catarina Sarmento e Castro;
  • Finanças – Fernando Medina;
  • Adjunta e Assuntos Parlamentares – Ana Catarina Mendes;
  • Economia e Mar – António Costa Silva;
  • Cultura – Pedro Adão e Silva;
  • Ciência, Tecnologia e Ensino Superior – Elvira Fortunato;
  • Educação – João Costa;
  • Trabalho, Solidariedade e Segurança Social – Ana Mendes Godinho;
  • Saúde – Marta Temido;
  • Ambiente e Acção Climática – Duarte Cordeiro;
  • Infra-estruturas e Habitação – Pedro Nuno Santos;
  • Coesão Territorial – Ana Abrunhosa;
  • Agricultura e Alimentação – Maria do Céu Antunes.

Em comunicado, o Governo destaca:

  • primeira vez na história que há uma mulher como ministra da Defesa Nacional;
  • pela primeira vez há o Governo tem mais ministras que ministros;
  • a redução do número de membros do Governo, de ministérios e de Secretarias de Estado;
  • o corte de cerca a 20% no Governo;
  • será o Governo mais curto de sempre do primeiro-ministro António Costa e um dos mais curtos do período democrático;
  • será uma verdadeira task-force para o crescimento e recuperação;
  • tem membros de alto perfil político, com um núcleo político forte;
  • o perfil de governo determinante para trazer coesão na decisão e agilidade política;
  • o primeiro-ministro integra na sua tutela directa a área da Digitalização e da Modernização Administrativa e também a dos Assuntos Europeus.

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