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Madeira avança com reserva estratégica de cereais

Os secretários Regionais da Economia e das Finanças, Rui Barreto e Rogério Gouveia, anunciaram, esta manhã, em conferência de imprensa conjunta, que a Região se prepara para constituir uma reserva estratégica de cereais, com o objectivo de assegurar o normal e regular abastecimento ao mercado regional, por um período temporal nunca inferior a dois meses.

A reserva de cereais será instalada nos silos de armazenagem de cereais localizados no Porto do Caniçal, Zona Franca e Industrial do Caniçal, que pertencem à sociedade Silomad – Silos da Madeira, entidade cujo capital social é parcialmente detido pela Insular – Produtos Alimentares, que é a entidade importadora de cereais a granel na Região Autónoma da Madeira (RAM) e detém um direito de exclusividade na armazenagem de cereais destinados a alimentação humana nos mesmos.

A medida, conforme explicou o secretário Regional da Economia, “visa garantir que não haja rupturas no abastecimento ao sector da panificação, aumentando um stock mínimo de segurança para proteger todo sector e impedindo a possibilidade de ocorrer uma interrupção da cadeia de abastecimento ou uma ruptura de stocks”.

De acordo com Rui Barreto, no topo das de razões que levaram à criação desta reserva estratégica, está a subida dos preços do trigo que “deverão aumentar mais de 40% em 2022 e atingir máximos históricos em termos nominais, o que exercerá pressão sobre os mercados, em particular os dos países em desenvolvimento que dependem maioritariamente das exportações da Rússia e da Ucrânia”.

Segundo uma nota de imprensa do Executivo madeirense, o governante sublinhou ainda que, “os mercados mundiais de matérias-primas alimentares, em particular o milho e o trigo, estão, por força do que atrás de se descreve, fortemente marcados por instabilidade e acentuada volatilidade de preços”.

No que respeita à situação particular do abastecimento de cereais no nosso país, o Secretário Regional da Economia lembrou que “Portugal é um país fortemente dependente do exterior no que toca ao abastecimento de trigo, tendo um grau de auto-aprovisionamento inferior a 10%”.

Quanto à situação do abastecimento à Região, Rui Barreto recordou que “actualmente a RAM não tem nenhuma garantia de existência de uma reserva estratégica de abastecimento de cereais, estando única e exclusivamente dependente das decisões de aquisição das entidades que importam a matéria-prima e dispõem de capacidade logística de armazenamento”. Situação que poderá causar interrupção de abastecimento, decorrente do contexto global e da condição insular e ultraperiférica.

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