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Madeira aconselha produtores de batata-doce à certificação da Denominação de Origem

A Direcção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural da Madeira aconselha os produtores de batata-doce da região à certificação da Denominação de Origem.

As variedades tradicionais de batata-doce produzidas nas ilhas da Madeira e do Porto Santo ostentam a certificação “Denominação de Origem” (DO), salienta Jorge Caldeira, da Divisão de Mercados Agrícolas daquela Direcção Regional, acrescentando que este processo, liderado pelo Governo Regional da Madeira, através da Secretaria Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural, tem como “objectivo principal proteger e valorizar comercialmente as variedades tradicionais de batata-doce abrangidas por esta classificação”, nomeadamente a “Brasileira”; a “5 bicos”; a “Cenoura Regional”; a “Inglesa”; a “Cabeiras”; a “Amarelinha”; e a “Cabreira Branca do Porto Santo”.

Mas, “para usufruir dos benefícios da certificação, o processo de produção tem de respeitar as disposições expostas no respectivo Caderno de Especificações (ver aqui), ou seja, tem de seguir o modo de produção tradicional de cultivo desta raiz tuberosa para as sete variedades referidas”, acrescenta.

Para o efeito, “é necessária a colaboração dos principais interessados no processo, os agricultores que cultivam e produzem as variedades tradicionais de batata-doce”, através do preenchimento do documento “Notificação de uso – Batata-doce da Madeira – DO”.

Para tal, frisa Jorge Caldeira, os agricultores devem deslocar-se ao Centro de Abastecimento de Produtos Agrícolas do Funchal (CAPA), em São Martinho, ou a um dos Centros de Abastecimento Hortofrutícola sob a tutela da Direcção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural, nos Canhas, nos Prazeres, em Santana ou na Santa do Porto Moniz.

“Após a inscrição, podem então ostentar nas embalagens de batata-doce a denominação de origem, distinguindo, deste modo, a batata-doce da Madeira”, realça aquele responsável da Direcção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural da Madeira.

Batata-doce da Madeira

“Batata-doce da Madeira” é a denominação que se insere na Classe 1.6 Frutas, produtos hortícolas e cereais não transformados ou transformados, conforme estabelecido no n.º 1, do Anexo XI – Classificação dos Produtos, do Regulamento de Execução (UE) n.º 668/2014 da Comissão, de 13 de Junho de 2014.

Designa-se por Batata-doce da Madeira a raiz tuberosa comestível de plantas da Ipomoea batatas (L.) Noir, das variedades tradicionais obtidas nas ilhas habitadas do Arquipélago da Madeira, nomeadamente das variedades: “Brasileira”; “5 Bicos”; “Cenoura regional”; “Inglesa”; “Cabeiras”; “Amarelinha” e “Cabreira Branca do Porto Santo”, produzidas segundo as práticas tradicionais das ilhas da Madeira e do Porto Santo.

As raízes tuberosas das diferentes variedades tradicionais de Batata-doce da Madeira, apresentam características morfológicas próprias de formato e de coloração da sua polpa que as distinguem e permitem a sua fácil identificação no mercado.

Em termos gerais, consoante a variedade tradicional em causa, podem apresentar:

  • Formato: Com formas muito irregulares que variam entre: elíptica a larga elíptica, oblonga a oblonga alongada, ou obovada a oval;
  • Tamanho: Que pode variar, em média, entre os 13 a 20 cm de comprimento e entre os 6 a 10 cm de largura, com um peso que também, em média, oscila entre os 200 e os 800 g;
  • Epiderme: Que varia de fina a muito fina e pode ser regular ou apresentar sulcos ou constrições longitudinais ou horizontais, superficiais a profundas. Consoante a variedade, apresenta cor de tons creme, amarelo, dourado, vermelho, arroxeado ou rosado, que pode ser homogénea ou ter uma coloração secundária que vai do castanho-claro ao castanho-escuro;
  • Polpa: Que pode apresentar coloração branca, creme, amarela ou vermelha, por vezes, com uma coloração secundária branca, creme, amarela ou rosada distribuída ao longo de um anel no córtex ou em manchas aleatórias e espaçadas. Pode apresentar também filamentos arroxeados visíveis entre a casca e a polpa.

As diferentes variedades tradicionais de Batata-doce da Madeira apresentam uma polpa compacta e dura a pouco dura ao corte, fibrosa a pouco fibrosa, firme a ligeiramente friável, crocante, suculenta e bastante húmida, com um teor de humidade que, em média, oscila entre os 68 e os 75 g/100g.

Normalmente apresenta teores elevados de proteína, em média, entre os 4% e os 8% no extracto seco e também de cinza, entre os 3% e os 5% no extracto seco, o que é revelador da sua riqueza em sais minerais.

Saiba mais sobre a Batata-Doce da Madeira aqui.

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