Lucro da Navigator cresce 85% no segundo trimestre de 2026

A The Navigator Company registou uma evolução positiva da actividade no segundo trimestre de 2026, com o volume de negócios a atingir € 442 milhões, um crescimento de 4% face ao trimestre anterior, e o EBITDA a aumentar 21%, para € 79 milhões.

A margem EBITDA subiu para 18% (+2,6 p.p.), enquanto o resultado líquido fixou-se em € 32 milhões, um crescimento de 85%, confirmando a melhoria da rentabilidade e da performance operacional da empresa.

Este desempenho reflecte a recuperação dos volumes e dos preços nos principais negócios, bem como o contributo crescente das áreas de Packaging e Tissue, que representaram mais de 30% do volume de negócios, reforçando a diversificação do Grupo e a sua resiliência, refere um comunicado de imprensa da Navigator.

Num contexto fortemente marcado por volatilidade económica e geopolítica, agravada pelas tensões no Médio Oriente e pela consequente escalada dos custos de matérias-primas, energia e logística, a Navigator “demonstrou elevada capacidade de execução e adaptação, traduzida numa melhoria significativa dos resultados”.

Em resposta ao agravamento dos custos operacionais, a empresa lançou um novo programa de redução de custos variáveis, cujas iniciativas deverão compensar quase metade deste impacto ao longo de 2026. Este programa deverá gerar um contributo positivo estimado em cerca de €28 milhões em 2027 e nos anos seguintes, reforçando a competitividade e a capacidade de criação de valor da Navigator.

A Navigator encontra-se na fase final de um importante ciclo de investimento estratégico, que está a reforçar as bases para uma nova etapa de crescimento sustentável e criação de valor. No 1.º semestre, o investimento total ascendeu a €127 milhões, dos quais cerca de €72 milhões foram aplicados em iniciativas de natureza ambiental ou sustentável.

A integração de novas tecnologias e projetos industriais de última geração implicou um período de adaptação operacional, com impacto temporário nos volumes disponíveis de Pasta e Papel, e levou a um aumento transitório do consumo de energia fóssil, em particular gás natural, com efeitos diretos nos custos, bem como à consequente necessidade acrescida de aquisição de licenças de CO₂. Ainda assim, estes investimentos permitirão ganhos estruturais de produtividade, eficiência de recursos e desempenho ambiental, consolidando a competitividade do Grupo no médio e longo prazo.

Neste contexto, os níveis reduzidos de inventário com que a empresa opera limitaram a capacidade de compensar os impactos temporários na produção decorrentes das tempestades, das paragens programadas de manutenção e da execução de investimentos industriais, traduzindo-se numa menor disponibilidade de volumes de Pasta e Papel.

Agricultura e Mar

 
       
   
 

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