O Partido Popular Monárquico (PPM), liderado por Gonçalo da Câmara Pereira, se ganhar as eleições legislativas antecipadas de 18 de Maio de 2025, promete criar um “Fundo de Compensação para Exportadores que sofrerem quebras súbitas devido a sanções, tarifas ou restrições internacionais”, assim como defender a diversificação de mercados para países como Canadá, Japão, Coreia do Sul, países árabes e africanos com laços históricos e culturais com Portugal, de modo a “enfrentar o impacto da guerra comercial com os EUA”.
Os monárquicos, no seu programa eleitoral, defendem também o apoio a certificações internacionais exigidas por mercados alternativos (Halal, Kosher, normas fitossanitárias asiáticas); o reforço da diplomacia económica agrícola, com missões comerciais apoiadas por câmaras de comércio e embaixadas; e a promoção de plataformas online B2B e B2C para exportação direta — mercados digitais como Alibaba, Amazon, ou sites próprios dos produtores.
O PPM compromete-se ainda a defender a “negociação activa através da UE [União Europeia] para isenções sectoriais (por exemplo, manter baixos os direitos sobre azeite, vinho ou conservas)”; a apoiar à criação de armazéns e entrepostos logísticos em países terceiros, para escoamento indirecto (ex: produtos portugueses que entrem via México ou Canadá para o mercado norte-americano); e “incentivos à produção de versões premium ou gourmet que justifiquem preços mais altos mesmo com tarifas aplicadas”.
Por outro lado, os monárquicos defendem acordos bilaterais fora do âmbito EUA que garantam estabilidade tarifária com países em crescimento e o desenvolvimento de cadeias logísticas mais curtas e eficientes, reduzindo os custos de transporte para compensar tarifas elevadas.
Pode ler o programa eleitoral do PPM para as legislativas de 18 de Maio aqui.
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