Legislativas 2025. Associação dos Agricultores do Ribatejo: “com PS não há mudança”

A direcção da Associação dos Agricultores do Ribatejo diz estar na “hora de reformar, ordenar e crescer”, não havendo já “margem de erro”, pelo que reviu as 5 prioridades apresentadas em Março 2024 para o governo a sair das eleições legislativas de 18 de Maio.

A Associação não apoia qualquer partido, mas garante que “com PS não há mudança”. “É fundamental que o próximo Governo de Portugal apoie o Mundo Rural e a agricultura nacional”. “Só assim poderemos desenvolver de forma coesa o nosso País”.

São as 5 prioridades da Associação as seguintes: um Ministério da Agricultura forte; um Plano Estratégico de gestão do recurso água; a reforma do PEPAC; menor custo de energia para a actividade agrícola; e políticas de preços e diferenciação de produtos.

Para a Associação dos Agricultores do Ribatejo é “fundamental um Compromisso Político Nacional para 10 anos”. Um “plano estratégico consensual para desenvolvimento do nosso território, passa por investimentos que afectam decisivamente próximas gerações, e incompatíveis com ciclos eleitorais de duração curta e incerta”.

Reflectindo sobre “o que tivemos nos últimos 8 anos”, considera a direcção da Associação que com o Partido Socialista (PS) “não há sinais nem de mudança nem arrependimento”, realçando que a “agricultura não é tema na campanha eleitoral apesar de todas as ondas de protesto e indignação”.

Para a Associação, o IFAP – Instituto de Financiamento de Agricultura e Pescas é “o poder dos milhões”, considerando ser uma “administração de nomeação política do poder instalado que pode ser motor de desenvolvimento e dinamização do sector, mas também força de bloqueio e condicionamento de contestação”, acusando-o de ser um “organismo impune e por vezes indiferente a obrigações e compromissos assumidos pelas Direcções Regionais. Quando contestados, apontam tribunais mesmo que a sua razão seja nula ou muito duvidosa”.

Por outro lado, diz que os organismos de gestão dos fundos comunitários são “organismos distantes com poder de gestão de território que são travão ao desenvolvimento – sem proximidade, conhecimento, responsabilidade e meios adequados de resposta”, “Assumem uma postura defensiva e descomprometida, refugiando-se em proibições sem fundamento e/ou plataformas informáticas sem ligação à realidade” e “impedem licenciamentos necessários por tudo e por nada”.

Em nota enviada aos seus associados, a direcção da Associação dos Agricultores do Ribatejo considera ainda que as Direções Regionais de Agricultura e Pescas são organismos “desautorizados, sem apoio e agora integrados em reforma cega”.

Pode ler aqui o “caderno de encargos“ da Associação dos Agricultores do Ribatejo para o próximo Governo com 5 prioridades que entende como “fundamentais para inverter a situação em que estamos”.

Agricultura e Mar

 
       
   
 

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