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Já vacinou o seu cão? Atenção à Leishmaniose

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A Leishmaniose é uma doença infecto-contagiosa causada por um parasita chamado Leishmania infantum, que afecta, entre outros animais, o cão e o homem. Segundo o Hospital veterinário Muralha de Évora, a doença é potencialmente fatal para os cães e é transmitida através dos Flebótomos (pequenos insectos semelhantes a mosquitos).

Para prevenir a Leishmaniose o cão deve manter-se saudável, vacinado e desparasitado. Em Portugal, existe vacina contra a Leishmaniose canina e poderá aconselhar-se com o seu médico veterinário. “A prevenção é fundamental para reduzir o número de casos de Leishmaniose nos animais e para evitar o risco para os humanos”, acrescenta a mesma fonte.

Transmissão através de insecto

Os veterinários do Hospital explicam que em regiões endémicas, a principal via de transmissão é através do insecto, embora, a transfusão sanguínea, a transmissão venérea e a transmissão mãe-filho também possam estar implicadas. A transmissão ocorre, regra geral, entre o anoitecer e o amanhecer, quando os flebótomos se alimentam, especialmente em zonas quentes e húmidas, perto de charcos ou lagos.

Nos animais infectados o parasita localiza-se, sobretudo, na medula óssea, gânglios linfáticos, baço, fígado e pele. Os sinais clínicos mais frequentes são: aumento dos gânglios linfáticos, crescimento exagerado das unhas, perda de pêlo, úlceras e descamação da pele, emagrecimento, atrofia muscular, sangramento nasal, anemia, alterações renais, hepáticas articulações, entre outros.

Segundo o Hospital veterinário Muralha de Évora, o diagnóstico é essencialmente clínico e confirmado por análises laboratoriais. Os exames laboratoriais parasitológicos destinam-se à pesquisa do parasita e/ou de anticorpos. Simultaneamente, devem ser efetuadas análises de sangue e de urina para avaliar o estado geral do animal. A interpretação dos resultados laboratoriais deve ser sempre feita em conjunto com o quadro clínico.

Como se trata?

“Embora existam vários protocolos terapêuticos, estes são ainda insuficientes na medida em que nenhum dos fármacos utilizados elimina completamente a infecção”, diz o Hospital. O objectivo da terapêutica é eliminar o parasita e curar definitivamente o animal. Contudo, a cura parasitológica “é raramente alcançada e os cães mesmo quando sujeitos a tratamento, continuam portadores de Leishmanias, e consequentemente infectantes para os flebótomos. Deste modo, é importante proceder-se simultaneamente à prevenção da picada do insecto através de insecticidas com acção repelente”, acrescenta a mesma fonte.

Como prevenir

Para prevenir a Leishmaniose o cão deve manter-se saudável, vacinado e desparasitado. “Embora não exista nenhum meio de prevenção completamente eficaz, esta deve ser orientada no sentido de evitar a picada do insecto flebótomo. Deve, ainda, evitar-se o acesso do cão ao exterior no período de maior actividade do insecto (entre o o anoitecer e o amanhecer)”, referem os veterinários do Muralha de Évora.

Anualmente, deve proceder-se ao despiste da infecção de modo a detectar precocemente o parasita, sobretudo se o seu cão vive numa área endémica.

Agricultura e Mar Actual

 

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