A Consulai – Consultadoria Agro-Industrial, depois de ter apresentado durante o Dia da Comunicação B-Rural, disponibilizou online o manual “Uma Voz para Comunicar a Agricultura e a Floresta”. Um documento que reúne “orientações práticas e estratégicas para uma comunicação mais eficaz, clara e mobilizadora sobre a agricultura e a floresta. Um recurso pensado para quem quer fazer chegar a sua mensagem com mais impacto, dentro e fora do sector”.
Este trabalho foi desenvolvido no âmbito da iniciativa B-Rural, promovida pela Consulai com o apoio de várias associações sectoriais.
O manual está dividido em três partes. A primeira descreve todos os aspectos que constituem a voz da agricultura e da floresta portuguesas. Será constituída por um conjunto de recomendações (completadas por exemplos), que podem ser aplicadas na escrita, mas também em apresentações orais, entrevistas, etc..
A segunda tenta responder às dúvidas e dificuldades mais frequentes na comunicação da agricultura e da floresta (como comunicar dados, como desmontar uma ideia errada, como comunicar terminologia técnica e científica).
Por fim, a terceira dedica-se ao caso particular da comunicação com jornalistas, partilhando alguns conselhos, baseado na voz da agricultura e da floresta, para tornar esta comunicação mais eficaz.
Falta de expressão política das zonas rurais
O crescimento da população, a mudança nos padrões de consumo e as alterações e incerteza do clima e dos recursos naturais, trouxeram mudanças na agricultura e na floresta. Para se adaptarem a estas novas condições, garantindo a disponibilidade e qualidade dos alimentos e matérias-primas, mantendo também a sua função de coesão do território, a agricultura e a floresta têm evoluído de forma profunda científica e tecnologicamente, pode ler-se no manual, desenvolvido por Cristina Nobre Soares, em parceria com o B-Rural.
No entanto, acrescenta, “em Portugal, há uma grande falta de expressão política das zonas rurais. Por exemplo, distritos onde a agricultura e floresta têm uma grande importância socioeconómica, como Évora, Beja ou Portalegre, elegem poucos deputados (menos de 5). O que contribui para o sentimento de “falta de voz” e até de abandono político. Esta ausência das zonas rurais nas agendas políticas e jornalísticas, a par das grandes mudanças sociais que o país tem sofrido nas últimas décadas, contribui para uma escassez de informação sobre a agricultura e a floresta”.
“Escassez, essa, que leva ao desconhecimento sobre o que é o mundo rural de hoje, persistindo uma imagem de uma agricultura que já não existe: desactualizada e tecnologicamente pouco desenvolvida. A este desconhecimento acresce um problema ainda maior, que é o aumentar de percepções erradas sobre como se faz agricultura em Portugal e sobre o que é a floresta portuguesa”, realça Cristina Nobre Soares.
Consulte aqui o Manual “Uma Voz para Comunicar a Agricultura e a Floresta”:
- Manual da Voz da Agricultura e da Floresta – Parte 1
- Manual da Voz da Agricultura e da Floresta – Parte 2
- Manual da Voz da Agricultura e da Floresta – Parte 3
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