Inflação homóloga cai para 0,6% em Setembro. Alimentos frescos sobem 2,4%

A variação homóloga do IPC passou de 0,7% em Agosto para 0,6% em Setembro de 2016. O indicador de inflação
subjacente (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) registou uma variação
homóloga de 0,5%, taxa inferior em 0,1 p.p. à do mês anterior.

Segundo os dados anunciados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a variação mensal do IPC foi 0,7% (-0,2% em Agosto e 0,8% em Setembro de 2015). A variação média dos últimos doze meses manteve-se em 0,6%.

O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português registou uma variação homóloga de 0,7%, valor
inferior em 0.1 p.p. ao verificado no mês anterior e superior em 0,3 p.p. ao estimado pelo Eurostat para a área do Euro (em Agosto esta diferença foi 0,6 p.p.). O IHPC registou uma variação mensal de 0,7% (nula no mês anterior e 0,7% em Setembro de 2015) e a taxa de variação média dos últimos doze meses foi 0,6% (valor igual ao registado em Agosto).

O indicador de inflação subjacente (IPC excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) apresentou uma variação homóloga de 0,5%, taxa inferior em 0,1 p.p. à do mês anterior.

Alimentares não transformados mais caros 2,4%

O agregado relativo aos produtos alimentares não transformados registou uma variação homóloga de 2,4% em Setembro (4,1% em Agosto), enquanto o índice referente aos produtos energéticos apresentou uma taxa de variação menos negativa, passando de -2,7% em Agosto para -0,8% em Setembro.

A um nível mais desagregado, por classes de despesa, são de destacar os aumentos das taxas de variação homóloga da classe do Lazer, Recreação e Cultura (classe 9) e dos Transportes (classe 7), com variações de 0,8% e -0,3%, respectivamente (-0,3% e -1,3% no mês anterior). Em sentido oposto, assinala-se a diminuição da taxa de variação homóloga da classe do Vestuário e Calçado (classe 3) e dos Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas (classe 1) com variações de -0,8% e 1,0% respectivamente (0,8% e 1,8% em Agosto).

Nas classes com contribuições positivas para a variação homóloga do IPC salientam-se a dos Restaurantes e Hotéis (classe 11) e dos Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas (classe 1). A classe com contribuição negativa mais relevante foi a do Vestuário e Calçado (classe 3).

Comparando com o mês precedente, destaca-se o aumento da contribuição para a variação homóloga do IPC da classe dos Transportes (classe 7) e do Lazer, Recreação e Cultura (classe 9). Em sentido contrário destacam-se as classes dos Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas (classe 1) e do Vestuário e Calçado (classe 3).

Variação mensal: 0,7%

Adianta ainda o INE que, em Setembro de 2016, o IPC registou uma taxa de variação mensal de 0,7% (-0,2% no mês anterior e 0,8% em Setembro de 2015). O agregado IPC excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos apresentou uma taxa de variação de 1,1% (-0,4% no mês anterior e 1,2% em Setembro de 2015).

A classe com maior contributo positivo para a taxa de variação mensal foi a do Vestuário e Calçado (classe 3), com uma variação mensal de 22,1% (-6,5% no mês anterior e 24,1% em Setembro de 2015). Este aumento de preços foi consequência do final do período de saldos nos produtos de vestuário e da introdução de novas colecções de Outono/Inverno.

A classe com maior contributo negativo para a taxa de variação mensal do índice total foi a dos Transportes (classe 7), com uma variação mensal de -2,3% (nula no mês anterior e -3,3% em Setembro de 2015).

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