As previsões dos técnicos do Instituto Nacional de Estatística (INE) apontam para uma diminuição global da produtividade das vinhas para produção de vinho de 10%, face a 2024 e à média das últimas cinco vindimas, com especial destaque para os decréscimos estimados nas regiões vitivinícolas do Douro (-20%, face a 2024) e de Lisboa e Alentejo (-15%).
Segundo o Boletim Mensal da Agricultura e Pescas – Agosto de 2025, “preocupam ainda os efeitos que as elevadas temperaturas possam ter na produção vinícola, com elevados riscos de escaldão, principalmente nas vinhas não regadas, com menor vigor vegetativo e/ou maior exposição solar”.
No final de Julho, adianta o documento, as vinhas para produção de vinho apresentavam-se entre o estado fenológico “L – fecho do cacho” (na zona dos Vinhos Verdes) e os estados “M – pintor” / “N – maturação” (Ribatejo e Alentejo), com teores de açúcar que já ultrapassavam os 9% de álcool provável, prevendo-se uma vindima faseada, prolongada e, de um modo geral, ligeiramente mais tardia que na passada campanha.
As condições meteorológicas na Primavera, nomeadamente a conjugação de precipitação intensa com temperaturas amenas, conduziram, por um lado, a uma menor diferenciação floral, com a formação de menos cachos por videira, e por outro, ao desenvolvimento de doenças fúngicas, em especial de míldio, comprometendo o potencial produtivo das vinhas.
Pode ler o Boletim Mensal da Agricultura e Pescas – Agosto de 2025 aqui.
Agricultura e Mar
AGRICULTURA E MAR Revista do mundo rural e da economia do mar
