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INE espera crescimento de 2,5% no investimento empresarial. Exportadoras em contraciclo

O investimento empresarial em termos nominais deverá aumentar 2,5% em 2015. Esta é a previsão do Instituto Nacional de Estatística (INE), de acordo com as intenções manifestadas pelas empresas no “Inquérito de Conjuntura ao Investimento de Abril de 2015”, realizado entre 1 de Abril e 1 de Julho de 2015.

Esta expectativa corresponde a uma revisão em alta das intenções manifestadas no inquérito anterior de Outubro de 2014, que apontavam para uma variação negativa em 2,2%. Os resultados deste inquérito indicam ainda um aumento de 5,4% do investimento em 2014, traduzindo também uma revisão em alta face às perspectivas reveladas no inquérito anterior (variação de 1,0%).

Entre os objectivos do investimento, de 2014 para 2015, aumentam os pesos relativos do investimento associado à racionalização e reestruturação e à substituição, enquanto diminui a importância relativa do investimento orientado para a extensão da capacidade produtiva e para outros fins.

Entre 2014 e 2015, registou-se uma redução da percentagem de empresas que refere a deterioração das perspectivas de venda como principal factor limitativo, enquanto o peso relativo da incerteza sobre a rentabilidade dos investimentos aumentou, afirma o INE.

Os resultados apurados no Inquérito de Conjuntura ao Investimento de Abril de 2015 apontam para que se tenha registado um aumento de 5,4% da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) empresarial em termos nominais, em 2014. Esta taxa representou uma revisão em alta de 4,4 pontos percentuais (p.p.) face ao resultado obtido no inquérito anterior (com período de inquirição entre 1 de Outubro de 2014 e 19 de Janeiro de 2015).

Considerando a dimensão das empresas por escalões de pessoal ao serviço, é de destacar as empresas pertencentes ao 4º (500 ou mais pessoas ao serviço) por registar o maior contributo positivo (5,5 p.p.) para a variação do investimento em 2014, traduzindo um aumento de 15,1%. Em sentido oposto, salientam-se as empresas do 1º escalão (menos de 50 pessoas ao serviço) que apresentaram o contributo negativo mais intenso (menos 1,6 p.p.), em resultado da diminuição de 6,5% do investimento.

“O crescimento da FBCF em 2015 deve-se ao contributo de 1,7 p.p. das empresas pertencentes ao 4º escalão, em resultado de uma taxa de variação de 4,4%, ao contributo de 1,6 p.p. (variação de 5,5%) das empresas do 2º escalão (entre 50 e 249 pessoas ao serviço) e ao contributo de 1,5 p.p. (variação de 14,7%) das empresas do 3º escalão (entre 250 e 449 pessoas ao serviço). As empresas do 1º escalão apresentaram um contributo negativo de 2,2 p.p. para a variação do investimento em 2015, em resultado de uma taxa de variação de -10,0%”, escreve o INE no relatório hoje divulgado.

A desaceleração do investimento empresarial em 2015 relativamente ao ano anterior (-2,9 p.p.) deve-se principalmente à redução do contributo positivo do investimento das empresas pertencentes ao 4º escalão de pessoal ao serviço (de 5,5 p.p. para 1,7. p.p.), com taxas de variação de 15,1% e 4,4% em 2014 e 2015, respectivamente.

No apuramento realizado para um conjunto de empresas da secção de Indústrias Transformadoras, que apresentam uma vertente mais exportadora, designadas nesta análise por “empresas exportadoras”, o INE estima um crescimento de 1,0% do investimento em 2014, enquanto para o conjunto das empresas desta secção os resultados apontam para uma diminuição de 1,9% (aumento de 5,4% para o total das empresas).

Relativamente a 2015, a variação do investimento empresarial para as empresas exportadoras deverá situar-se em menos 5,5%, traduzindo um decréscimo mais acentuado em comparação com a secção de Indústrias Transformadoras (variação de -1,4%), enquanto para o total de empresas os resultados apontam para um crescimento de 2,5%.

Neste inquérito manteve-se o perfil descendente do indicador de difusão do investimento (percentagem de empresas que refere a realização de investimentos ou a intenção de investir) entre os três anos analisados. Este indicador situou-se em 88,0%, 80,9% e 77,3%, para 2013, 2014 e 2015, respectivamente.

Agricultura e Mar Actual

 
       
   
 

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