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INE com boas perspectivas para a campanha nas pomóideas

Os técnicos do Instituto Nacional de Estatística (INE) têm “boas perspectivas” para as pomóideas na actual campanha. Na maçã, a floração e vingamento dos frutos decorreu com normalidade nas principais regiões produtoras, segundo o seu Boletim Mensal da Agricultura e Pescas – Julho de 2022.

“Na zona de Beira Douro e Távora, a queda de granizo provocou estragos localizados em alguns pomares, nomeadamente nos que não possuíam coberturas de protecção. Ainda assim, grande parte da produção atingida poderá ter aproveitamento industrial, embora tal implique, naturalmente, uma menor valorização dos frutos”, dizem os técnicos do Instituto Nacional de Estatística.

No Oeste, a ausência de choques térmicos, as temperaturas amenas e alguma precipitação favoreceram o desenvolvimento dos frutos, não tendo, por outro lado, criado condições favoráveis ao desenvolvimento de pragas e doenças.

Assim, globalmente, o INE prevê um decréscimo de 5% no rendimento unitário face à campanha anterior, que, recorde-se, foi a que registou a maior produtividade das últimas três décadas.

Quanto à pêra, com a produção muito concentrada no Oeste, também beneficiou das condições meteorológicas favoráveis, não se tendo registado focos significativos de fogo bacteriano, estenfiliose ou pedrado.

Colheita da pêra Rocha a partir de 15 de Agosto

Por outro lado, “estima-se que a colheita da pêra Rocha possa ocorrer a partir do dia 15 de Agosto, com um atraso de uma semana face ao ano passado. A produtividade deve alcançar as 19,2 toneladas por hectare, valor bastante superior à média das últimas cinco campanhas (16,2 toneladas por hectare). Tal como para a maçã, prevêem-se frutos de boa qualidade.

Pessegueiros afectados por condições meteorológicas adversas

Já nas prunóideas, diz o Boletim Mensal da Agricultura e Pescas – Julho de 2022 que as baixas temperaturas noturnas e a formação de geadas prejudicaram a polinização e atrasaram o desenvolvimento vegetativo dos pomares de pessegueiros.

Segundo o INE, a precipitação afectou a floração contribuindo juntamente com os ventos fortes de Abril para a queda fisiológica dos pequenos frutos, cujo desenvolvimento aparentava um vingamento consolidado, prevendo-se assim um decréscimo de produtividade de 5%.

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