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INE: agricultura mostrou uma “resiliência que não foi patente em muitos outros sectores da actividade económica nacional”

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A “agricultura globalmente terá atravessado um ano marcado pela pandemia Covid-19, evidenciando uma resiliência que não foi patente em muitos outros sectores da actividade económica nacional”, refere o Instituto Nacional de Estatística (INE) nas suas “Estatísticas Agrícolas — A agricultura nacional no contexto do Green Deal: menos fertilizantes minerais mas mais pesticidas face à média da UE – 2020″.

Segundo se pode ler no documento, em 2020, as exportações de “Produtos agrícolas e agroalimentares” (excepto bebidas) aumentaram 5,8% face ao ano anterior (uma evolução contrária à redução de 10,2% registada nas exportações globais de bens), enquanto as importações diminuíram 1,8%, reflectindo-se numa melhoria do saldo da balança comercial (diminuição do défice em 429,7 milhões de euros)”.

Para a ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, “as Estatísticas Agrícolas anunciadas pelo INE vêm sublinhar o que temos vindo a destacar nos últimos meses: a capacidade de resiliência ímpar que o sector agrícola tem demonstrado nesta fase de pandemia. Numa altura em que a agricultura nem sempre é devidamente valorizada, este é o reconhecimento justo aos nossos agricultores, que trabalham de forma incansável e exemplar para que nada falte nas nossas mesas”.

Inverno extremamente quente

Revelam ainda os técnicos do INE que o ano agrícola 2019/2020 caracterizou-se meteorologicamente por um Outono normal em relação à temperatura do ar e à precipitação, seguido por um Inverno extremamente quente (segundo mais quente desde 1931) e seco (78% do valor médio).

As regiões a Sul do Tejo registaram situações de seca meteorológica, com maior persistência e severidade no Baixo Alentejo e Algarve. A Primavera e o Verão continuaram a classificar-se como muito quentes, com destaque para Julho (o mais quente desde 1931).

Quanto à área semeada de cereais praganosos foi próxima da registada na campanha anterior (-1,3%). As condições meteorológicas foram favoráveis para o desenvolvimento vegetativo dos cereais de Inverno, registando-se uma produção semelhante à média do último quinquénio.

Nas culturas de Primavera-Verão registou-se uma diminuição generalizada de áreas, que resultaram em quebras de produção de 12,8% no tomate para a indústria, 17,8% no arroz e 9,7% no milho para grão.

A produção animal foi semelhante à registada no ano anterior.

Agricultura e Mar Actual

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