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Indústrias da carne pedem ao Governo melhores apoios ao aumento dos custos energéticos

A direcção da APIC — Associação Portuguesa dos Industriais de Carnes “teme a iminente falta de soberania alimentar”, perante valores de facturas de energia eléctrica “com aumentos de 500%, face ao mesmo período do ano passado”. Diz que as medidas recentemente anunciadas pelo Governo “não são medidas efectivas de apoio à indústria da carne” e, por isso, pede “o acesso ao mesmo tipo de apoios ao aumento dos custos energéticos já providenciados pelo Estado a outros sectores da actividade económica”.

Explica a direcção da APIC em comunicado que a “iminente falta de soberania alimentar em Portugal”, poderá acontecer “pela incapacidade de muitas indústrias de carne portuguesas não conseguirem abastecer o mercado
nacional com carne e produtos cárneos, face à inevitável derrocada económica que se avizinha em muitas
destas empresas, se não surgirem medidas de apoio adequadas”.

“Esta situação terá consequências também danosas para o consumo em Portugal e mesmo indirectamente para a saúde dos portugueses. Por um lado, perante a dificuldade de muitas empresas manterem o abastecimento do mercado português, poderá haver roturas de certos produtos. Por outro, a necessidade forçosa de se aumentarem os preços da carne e dos produtos cárneos, terá como consequência uma quebra de consumo e a aquisição de produtos de mais baixo valor, o que afectará também a saúde dos portugueses, pelo desequilíbrio nutricional inerente2, realça o mesmo comunicado.

A APIC, tem manifestado esta preocupação ao Governo de Portugal, “contudo, as medidas recentemente anunciadas não são medidas efectivas de apoio à indústria da carne. As indústrias da carne são grandes consumidores de energia eléctrica e de gás, necessitam totalmente destes tipos de energia para desenvolverem as suas actividades, não sendo possível pagarem valores de facturas com aumentos de 500%, face ao mesmo período do ano passado”.

A direcção da Associação Portuguesa dos Industriais de Carnes sublinha ainda que “perante esta situação emergente, as indústrias da carne, têm continuado a lutar e a procurar de forma incessante soluções conducentes à sua sobrevivência económica, para prevenirem uma hecatombe. Assim, estas empresas, mesmo sabendo que terão consequências comerciais prejudiciais, começaram a ajustar as metodologias de funcionamento, a fim de reduzirem os consumos de energia, nomeadamente, a concentração de abates em dias específicos, precavendo o exagerado consumo de energia inerente aos arranques de qualquer linha de abate”.

A APIC reivindica, assim, “o acesso ao mesmo tipo de apoios ao aumento dos custos energéticos já providenciados pelo Estado a outros sectores da actividade económica”, salientando que os seus “associados, querem contribuir para a manutenção do emprego em Portugal, querem continuar a alimentar Portugal com produtos cárneos de qualidade e contribuir para minimizar os efeitos nefastos da inflação junto dos portugueses”.

Para isto, dizem aqueles responsáveis, “o Governo de Portugal tem de estar sensibilizado para a necessidade de medidas consistentes, robustas e efectivas para apoiar estas indústrias, sublinhando que, a não haver novas medidas, a breve trecho, poderá acontecer o seguinte: rotura no mercado nacional de carne e produtos cárneos; dependência de Portugal de importação de carne e produtos cárneos; aquisição pelos consumidores portugueses de cabazes alimentares muito mais caros ou, alternativamente, de cabazes mais acessíveis no preço, mas empobrecidos do ponto de vista nutricional, com consequências nefastas para a sua saúde”.

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