O volume de madeira afectado pelos incêndios rurais foi de 2.364.589 m³, com 1.655.212 m³ estimados como “salvados” (70% com potencial comercial, assumindo 30% de perda). A perda total de valor económico, incluindo materiais (madeira, resina, cortiça), biomassa para energia, frutos e carbono armazenado, atingiu cerca de 67,0 milhões de euros, refere o Relatório de Actividades do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais 2024, entregue pela AGIF — Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais à Assembleia da República e ao Governo.
Os povoamentos mais afectados foram os de pinheiro-bravo (33,2 M€ — 49,5%) seguido pelo de eucaliptos (23,9 M€ — 35,7% que no ano anterior) e outras folhosas (4,3 M€ — 6,5%). As perdas em materiais representaram a maior parcela (48,5 M€ — 72,3%), seguidas pelo carbono armazenado (15,8 M€ — 23,5%) e a biomassa para energia (2,4 M€ — 3,6%).
Nos frutos, observam-se perdas totais de 357.927 € (0,5%), sendo os povoamentos de azinheira os mais afectados (201.916 €).
Emissões de carbono
No mesmo ano, os incêndios rurais resultaram na emissão de 686.090 toneladas de carbono, correspondentes a 2,5 milhões de toneladas de CO2eq. Este valor, é o mais elevado do período 2018-2024, mas ainda assim abaixo (-11%) do valor médio do período 2001-2017 com 717.557. A média de emissões entre 2018-2024 foi de 316.837 toneladas, uma redução de 59% face ao período anterior.
Considerando o valor médio de 65,89 € por tonelada de CO2eq no mercado de emissões da União Europeia (UE) em 2024, o custo estimado destas emissões foi superior a 165 milhões de euros, adianta o mesmo relatório.
Pode ler o “Relatório de Actividades do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais 2024” aqui.
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