Incêndios. Montenegro: apesar das medidas preventivas “a força do inimigo foi enorme”

“Apesar das medidas preventivas e do dispositivo, a força do inimigo foi enorme. Foram mais de 25 dias ininterruptos de severidade meteorológica extrema. foram mais 65% de ocorrências de 1 a 20 de Agosto, e apesar de as taxas de sucesso da intervenção inicial serem superiores a 93%, e da resposta chegar em média 15 minutos após a notícia da ignição, a verdade é que não conseguimos evitar grandes incêndios, quer na dimensão, quer na duração”, disse o primeiro-ministro Luís Montenegro, no debate sobre os fogos rurais, na Comissão permanente da Assembleia da República.

O Governo está “a trabalhar para que não volte a haver situações graves nos meses de Setembro e Outubro, mas é muito útil que se perceba o que aconteceu e por que aconteceu, por que razão tivemos estes elevados níveis de propagação e reacendimento”, acrescentou.

Apoios

E realçou: no apoio às populações afectadas “aprovámos uma lei-quadro que agiliza procedimentos para reconstrução de habitações, reposição da actividade agrícola e pecuária, manutenção de postos de trabalho e a viabilidade de todas as empresas afectadas”.

Luís Montenegro disse também que “tal como prometemos, estão em investigação, por equipas próprias, os crimes de incêndios doloso e o aprofundamento da eventual conexão entre estes crimes e alguns interesses económicos”.

Até 24 de Agosto, foram detidas 103 pessoas, face a 60 no ano passado, a PJ e a GNR, e foram inquiridas mais de mil pessoas nestas investigações, referiu.

Plano para a floresta

O primeiro-ministro referiu ainda, na sua intervenção de encerramento, a “questão de fundo” da organização da floresta, das políticas de coesão territorial, da aposta estratégica na agricultura, pecuária e produção florestal, “enquanto motores de actividade económica que sustenta famílias e salvaguarda o povoamento do território”.

Para isto, o Governo apresentou o Plano de Intervenção para a Floresta “a 21 de Março, antes do Verão”.

O plano contém “políticas, decisões e acções que contribuem para diminuir a perigosidade e as consequências dos incêndios” e visa valorizar a floresta, aumentar a sua resiliência, “remover muitos obstáculos legislativos e jurídicos, de identificação da propriedade”, da correlação entre propriedade e responsabilidade que extravasa a propriedade de cada fracção.

O plano “tem 30 medidas que já estão em execução”, mas, sendo um plano a 25 anos, e apesar de ter contado com 400 contributos, “estamos muito a tempo de o aprofundar”.

Agricultura e Mar

 
       
   
 

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