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IACA: temos de “tentar convencer a presidente da Comissão dos impactos negativos” da legislação da UE sobre cadeias livres de desflorestação

“Temos de prosseguir o diálogo e tentar convencer a Presidente da Comissão, dos impactos negativos da EURD. Muito provavelmente, a Comissão von der Leyen poderá estar a aguardar por orientações do Conselho. O pior cenário seria o adiar a decisão para depois das eleições para o Parlamento Europeu”, diz o secretário-geral da IACA – Associação Portuguesa dos Industriais dos Alimentos Compostos para Animais, Jaime Piçarra, no seu artigo de opinião, na rubrica “Notas da Semana”, no site da IACA, intitulado “Difícil é convencê-los”.

E alerta, sobre a legislação da União Europeia relativa às cadeias livres de desflorestação (EURD) – que tem impacto em matérias-primas tão relevantes para diferentes sectores, como a soja, palma, café, cacau, borracha, madeira e bovinos – que “a consequência lógica da implementação destas iniciativas legislativas, tal como estão delineadas é perfeitamente clara: aumentos de preços nas matérias-primas afectadas, desde logo a soja, mas também o cacau e o café, numa conjuntura de preços em alta”.

“É preciso recordar que os países fornecedores não vão estar em condições de cumprir as regras europeias até final do ano. Para além de eventuais disputas legais em sede da Organização Mundial do Comércio, esses países, designadamente o Brasil, tenderão a exportar a soja para a China, que, aparentemente, não parece preocupada com estas questões”, frisa.

No entanto, Jaime Piçarra salienta “que fique claro que somos contra a desflorestação e a favor da biodiversidade. A favor da florestação, das reduções das emissões, das condições de vida dignas e da luta contra o trabalho escravo. Defendemos, igualmente, que é importante transportarmos estes “valores civilizacionais” da Europa, para o mercado global”.

Mas questiona: “quando o consumo da União Europeia representa cerca de 10% da desflorestação mundial, não seria igualmente relevante olharmos para os restantes 90%, sobretudo quando a legislação europeia desprotege os operadores europeus, não respeita as legislações nacionais dos países exportadores, cria uma incerteza jurídica e instabilidade, e potencia disrupções nas cadeias de abastecimento?”.

Pode ler a “Notas da Semana — Difícil é convencê-los aqui.

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