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Guimarães: Incubadora de Base Rural atribui primeiros terrenos a agricultores

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A Câmara Municipal de Guimarães, no âmbito da Incubadora de Base Rural de Guimarães, atribuiu os primeiros terrenos inscritos no Banco de Terras de Guimarães a empreendedores que pretendem arrendar terra e instalar o seu negócio agrícola.

Os terrenos foram entregues a dois empreendedores vimaranenses. Marta Carvalho vai promover a produção de cogumelos em modo biológico, no terreno com 2,79 há, situado na União de Freguesias de Atães e Rendufe. Miguel Figueiredo pretende desenvolver um projecto de Quinta Pedagógica num terreno com 1,27ha, situado na União de Freguesias de Serzedo e Calvos.

Combater a desertificação

Segundo fonte da autarquia, presidida por Domingos Bragança, o Banco de Terras de Guimarães é um instrumento que permite combater a desertificação e desordenamento do solo e da paisagem de Guimarães. A sessão ocorreu hoje, 14 de Dezembro.

O Banco de Terras de Guimarães é um instrumento pioneiro em Portugal que permite, por um lado, combater a desertificação e desordenamento do solo e da paisagem de Guimarães e, por outro lado, gerar rentabilidade a proprietários de terrenos abandonados ou sem utilização, arrendando-os a novos empresários que deles necessitem.

A Câmara Municipal de Guimarães actua como promotora e intermediária, tendo sido esta sessão de atribuição o culminar do processo.

Empreendedores seleccionados escolhem os terrenos

Nesta sessão pública, os empreendedores seleccionados puderam escolher os terrenos que pretendem arrendar e, dessa forma, darem início à implementação dos seus planos de negócios, elaborados com o apoio da Incubadora de Base Rural.

A Incubadora de Base Rural de Guimarães é um serviço de apoio ao empreendedorismo qualificado e criativo nas áreas da agricultura, agro-industria, serviços conexos e tecnologia aplicada ao meio rural, entre outros, que visa promover o crescimento económico, o desenvolvimento empresarial, a inclusão social, a sustentabilidade ambiental e o bom uso do solo no concelho de Guimarães.

“Agricultura é hoje inovação, saber e especialização”

No final da reunião do Executivo Municipal, que teve lugar na manhã de ontem, quinta-feira, 13 de Dezembro, o presidente da Câmara Municipal Domingos Bragança, na habitual conferência de imprensa, evidenciou o contributo que a Incubadora de Base Rural de Guimarães tem dado para uma mudança de mentalidades e atitudes em relação ao sector agrícola, nomeadamente na promoção e divulgação de uma nova abordagem cultural e de estatuto social.

“A agricultura é hoje inovação, saber e especialização. Há uma consciência ecológica e um número cada vez maior de jovens que se têm mostrado interessados no sector. Sem dúvida que, em termos económicos, a agricultura, hoje, não é olhada como uma actividade menor, antes pelo contrário. Esta mudança de atitude, em Guimarães, deve-se muito à IBR Guimarães”, referiu Domingos Bragança.

Universidades do Minho e de Trás-os-Montes e Alto Douro

O edil salientou a participação da Universidade do Minho e da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, atribuindo-lhes neste novo paradigma uma grande quota parte de responsabilidade.

“Dentro destas instituições há comunicação a circular e saber a produzir-se para que os jovens, na actualidade, vejam uma oportunidade na agricultura como um campo fértil para a inovação e preocupações ambientais. O caso da passagem da agricultura tradicional para a agricultura biológica é um exemplo das dinâmicas geradas no seio das instituições de investigação”, disse o autarca.

Domingos Bragança foi claro quanto aos princípios e objectivos da IBR Guimarães. “A Incubadora de Base Rural assenta em duas componentes distintas. A Bolsa de Terras sistematiza os terrenos privados disponíveis para arrendamento, para que sejam colocados à disposição dos projectos em incubação. Cabe depois ao proprietário fixar o preço de arrendamento. O Banco de Terras trata-se de um conjunto de terrenos propriedade da Câmara Municipal”, disse o presidente da Câmara de Guimarães.

Preocupações sociais e ambientais

E esclareceu que “com esses, há uma preocupação social associada e/ou ambiental pois serão cedidos a quem evidencie carências económicas que não impossibilitam o alavancar da sua ideia de negócio. É nesse nível de apoio social que a Câmara intervém. Não podemos prejudicar quem já está no terreno há mais tempo, distribuindo terras sem critério. A isso chama-se equidade”.

Agricultura e Mar Actual

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