O Ministério do Ambiente e Energia vai publicar em Diário da República uma portaria que cria os contratos-programa “Territórios Resilientes”, um novo instrumento destinado a financiar a estabilização de emergência e o restauro ecológico em áreas classificadas e territórios de elevada relevância ecológica severamente afectados por incêndios rurais.
As medidas abrangem intervenções imediatas — corte e remoção de material ardido, protecção de encostas, sementeiras para estabilização do solo, recuperação de linhas de água e controlo de espécies invasoras — e acções de médio prazo, com horizonte de três anos, como rearborização, conservação do solo, restauro de habitats, recuperação de fauna e flora e reabilitação de estruturas afectadas, avança fonte governamental.
Os contratos-programa serão celebrados entre a Agência para o Clima, o ICNF — Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, a APA — Agência Portuguesa do Ambiente, os municípios e outras entidades relevantes, “assegurando uma resposta coordenada e célere às necessidades identificadas após os incêndios”.
Para a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, “o Governo está a dotar o País de um instrumento robusto para garantir que a recuperação das áreas afectadas pelos incêndios é célere, eficaz e orientada para o futuro, protegendo populações, ecossistemas e actividades económicas”.
Maria da Graça Carvalho sublinhou ainda, durante uma visita ao Parque Nacional da Peneda-Gerês, que este mecanismo está alinhado com o Plano Nacional de Restauro da Natureza e com a Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas, “reforçando a resiliência do território face ao risco de incêndio e às consequências das alterações climáticas”.
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