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Gonçalo Santos Andrade: Portugal pode atingir 2.500 M€ de exportações de frutas, legumes e flores em 2030

Gonçalo Santos Andrade, presidente da Portugal Fresh e director de programa da Direcção de Empresas da Cadeia Agroalimentar da AESE Business School, espera que as exportações do sector das frutas, legumes e flores cheguem, em 2030, aos 2.500 milhões de euros.

Portugal alcançou, pela primeira vez, o patamar dos 2.000 milhões de euros de exportações de frutas, legumes e flores em de 2022, segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

“Na última década, o sector sustentou o seu crescimento com base na inovação, conhecimento e tecnologia. Com uma estratégia adequada podemos ter a ambição de crescimento. Um trabalho conjunto, com respostas políticas adequadas e a execução de reformas estruturais, há muito adiadas, permite-nos acreditar que Portugal pode atingir o objectivo de 2.500 milhões de exportações de frutas, legumes e flores em 2030. Não será pelas empresas portuguesas que este crescimento não será alcançado”.

As declarações foram hoje publicadas online, no LinkedIn, na newsletter da AESE Business School, onde Gonçalo Santos Andrade salienta que “nestes últimos anos em particular, e num contexto particularmente adverso, em que depois de uma pandemia, fomos confrontados com uma guerra, que levou a uma inflação nunca antes registada, as empresas demonstraram uma enorme capacidade de resiliência, o que só prova, mais uma vez, que a aposta no sector é uma aposta ganha e que é, de facto, estratégica para o desenvolvimento económico do País”.

“Necessidade de valorizar o sector agroalimentar”

“É também por isso que, em conjunto, não nos cansamos de reafirmar a urgente necessidade de valorizar o sector agroalimentar. É também por isso que não podemos aceitar a ausência de opções estratégicas e reformas estruturais há muito identificadas e para as quais há uma total omissão de resposta política. Precisamos de um Ministério da Agricultura e Alimentação que corresponda a esta ambição de crescimento, com uma estrutura robusta e competente, que trabalhe em estreita colaboração com o sector”, frisa Gonçalo Santos Andrade.

E adianta: “no topo das nossas prioridades tem de estar a questão da água. O sector agroalimentar só é competitivo com acesso a água. Para ser possível um crescimento sustentável é necessária uma aposta em obras que permitam o armazenamento de água. Por um lado, a modernização dos aproveitamentos hidroagrícolas e, por outro, a criação de novas barragens para múltiplos fins. Só assim será possível assegurar o aumento da produção nos países da União Europeia e, consequentemente, a menor dependência de importação de países terceiros”.

“É hora de assumir a visão e coragem política de canalizar a maioria dos apoios para as organizações de produtores, incentivando os pequenos produtores a integrarem essas estruturas. Um sector menos organizado é um sector com menor poder de negociação”, diz o presidente da Portugal Fresh.

Por outro lado, realça que “exportámos mais de 2.000 milhões de euros em 2022 e mais do que nunca precisamos de estratégia e de investimento em promoção para conseguir maximizar o valor de venda e remunerar adequadamente os produtores. A cadeia agroalimentar tem de trabalhar em parceria: produção, logística, indústria e distribuição têm de assegurar alimentos seguros, de qualidade e a preços acessíveis”.

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