A Goldbreak, especialista em soluções de produção e armazenamento de energia, está a concretizar para a Clariause – Tinturaria e Acabamentos, em Riba de Ave, um projecto que transformam os resíduos sólidos urbanos, agrícolas e industriais em energia limpa. O processo permitirá uma autonomia energética superior a 90%.
Através de um processo térmico com muito baixo nível de oxigénio, a pirólise converte resíduos num gás sintético de elevado poder calorífico (syngas), usado em turbinas de cogeração para produzir electricidade e vapor de forma contínua e com emissões residuais de GEE, avança uma nota de imprensa da empresa.
Aliada a uma central fotovoltaica, a unidade Flashbox ZEG que está a ser instalada garante uma redução anual estimada superior a 4 mil toneladas de CO₂, evitando a libertação de gases com efeito de estufa, uma autonomia energética superior a 97%, garantida pela integração com energia solar, uma poupança anual estimada em cerca de 628 mil euros nos custos de energia e a valorização de resíduos que, de outro modo, seguiriam para aterros ou incineração, adianta.
Com este projecto concebido e implementado pela Goldbreak, a Clariause “reforça o seu compromisso com a economia circular e a neutralidade carbónica”, alinhando com as metas europeias de descarbonização e aproveitando ao máximo os fundos europeus, neste caso, do PRR, cuja candidatura foi coordenada pela consultora Eirostec. O resultado é “uma infra-estrutura energeticamente eficiente, tecnicamente robusta e financeiramente sustentável, que comprova a capacidade da Goldbreak de transformar resíduos em energia limpa”.
“Ao colocar a pirólise no centro da nossa solução, não apenas fechamos o ciclo dos resíduos e geramos energia de excelência, como também asseguramos um retorno financeiro robusto. Graças ao syngas produzido e à integração de uma central fotovoltaica, projectamos uma poupança significativa nos custos energéticos, alcançamos um elevado grau de autonomia e reduzimos substancialmente as emissões de CO₂. É este equilíbrio entre sustentabilidade ambiental e viabilidade económica que queremos alcançar sempre que projectamos uma solução de eficiência energética”, diz o sócio-gerente da Goldbreak, António Queirós.
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