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Foco de língua azul dos ovinos no Algarve. Vacinação contra o serotipo 4 obrigatória

A DGAV – Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária estabeleceu uma nova área de vacinação obrigatória contra o serotipo 4 da Língua Azul, febre catarral ovina, tendo em conta a recente confirmação de focos deste serotipo na região do Algarve, com as consequentes alterações às regras de movimentação animal.

A 6 de Novembro de 2020 foi confirmada a existência de um foco de serotipo 4 do vírus da Língua Azul no concelho de Faro, resultantes da investigação de suspeitas clínicas, tendo sido confirmados mais focos e suspeitas clínicas na região do Algarve.

Língua Azul

A Língua Azul ou febre catarral ovina é uma doença epizoótica de etiologia viral que afecta os ruminantes, com transmissão vectorial, incluída na lista de doenças de declaração obrigatória nacional e europeia e na lista da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

Segundo o Edital n.º 54 da Língua Azul, de 12 de Novembro de 2020, o último resultado positivo do serotipo 4 da Língua Azul tinha ocorrido em Novembro de 2018 e uma vez decorridos dois anos desde a última evidência de circulação viral, Portugal tinha intenção de se declarar agora livre deste serotipo, ao abrigo do constante do código terrestre da Organização Mundial de Saúde Animal.

“Face à situação epidemiológica, tal não será possível, no entanto cessa a obrigatoriedade de vacinação para este serotipo na área prevista no Edital nº 53 e é estabelecida uma nova área de vacinação obrigatória que abrange toda a região do Algarve”, acrescenta o mesmo Edital.

Mantém-se uma única zona de restrição, para o serotipo 4 da Língua Azul, que abrange a totalidade do território de Portugal continental, mantendo-se em vigor as medidas para controlo deste serotipo.

Vacinação obrigatória

A vacinação obrigatória do efectivo ovino reprodutor adulto e dos jovens destinados à reprodução tem sido a medida adoptada para controlar a doença nas zonas onde se verificaram indícios de circulação viral nos últimos anos, aconselhando-se ainda a vacinação dos restantes animais das espécies sensíveis, como forma de proteger os animais e fornecer as necessárias garantias sanitárias para trocas comerciais seguras, quer no mercado interno, quer para trocas intra-comunitárias, quer para exportação.

Para mais informações sobre o assunto, consulte a página da DGAV sobre Língua Azul, aqui.

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