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Fenareg pede ao Governo contratos de electricidade sazonais para regadio tal como tem Espanha e França

A direcção da Fenareg – Federação Nacional de Regantes de Portugal pede ao Governo português que active contratos de electricidade sazonais para o regadio, realçando que Espanha tornou esta medida efectiva para a agricultura em 2022 e em França sempre existiu.

Para a Federação, “é fundamental que os agricultores portugueses beneficiem das mesmas condições que os seus pares de outros Estados-membros da UE [União Europeia], mantendo a necessária competitividade no mercado agrícola global”, refere uma nota de imprensa da Fenareg, informando que, nesse sentido, enviou à ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, e ao ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, o memorando para a sustentabilidade energética do regadio.

“No passado dia 27 de Junho, Espanha prorrogou o prazo da medida de flexibilização temporal dos contratos de fornecimento de energia eléctrica, em vigor desde 2022. Esta permite aos regantes espanhóis manterem a possibilidade de alterar a potência eléctrica contratada num prazo inferior a 12 meses. E, em França, esta medida sempre existiu”, frisa a mesma nota.

E acrescenta que, em Portugal, “a potência contratada continua a ser cobrada aos agricultores durante todo o ano, quando na realidade a actividade só ocorre durante 6 meses por ano. A limitação está na legislação nacional que apenas permite uma alteração, por ano, do contrato para redução de potência, o que não se adequa às necessidades do sector”.

“É urgente encontrar solução para este custo elevado para os agricultores portugueses que resulta do facto de não terem acesso a uma tarifa sazonal e serem obrigados a pagar uma potência que não utilizam. Em Portugal, os preços de electricidade são dos mais altos da Europa e mais de metade da factura são impostos e taxas”, apela a direcção da Fenareg.

Assim, a Fenareg enviou aos ministros do Ambiente e Energia e da Agricultura e Pescas, o memorando para a sustentabilidade energética do regadio, o qual conta com 5 medidas prioritárias:

  1. Contratos de electricidade sazonais
  2. Substituição das fontes de energia convencionais por renováveis
  3. Programa de eficiência energética do regadio
  4. Constituição de comunidades de energia nos sistemas de regadio
  5. Electricidade verde para 40% a 50% do valor factura

“A implementação destas medidas terá um efeito mobilizador e impulsionador para que o processo de modernização dos regadios continue avançando e representaria uma mensagem clara e concreta de apoio aos agricultores”, realça a Federação.

Agricultura e Mar

 
       
   
 

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