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Feira do Fumeiro de Montalegre. Ministra da Agricultura pede: não desistam do sector primário

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A ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, marcou presença na 29.ª Feira do Fumeiro de Montalegre. Deixou uma mensagem de esperança aos agricultores do concelho ao mesmo tempo que lançou o apelo para não desistirem do sector primário: “insistam e persistam porque a agricultura é o que mantém a vitalidade do nosso País”.

Maria do Céu Albuquerque disse estar “encantada com tudo o que aqui me foi apresentado. É a valorização da agricultura, dos produtos endógenos e do trabalho de toda uma comunidade de uma dinamização do interior do País. Levamos algum trabalho de casa com projectos que nos foram apresentados e que vão muito ao encontro do que nós queremos desenvolver em todo o País no domínio da agricultura”.

Estratégia de desenvolvimento local

A ministra acrescentou que em conjunto com a comunidade inter-municipal, com os presidentes de Câmara, com a Direcção Regional de Agricultura e Pescas e com os agricultores, se deve “dar continuidade a este trabalho de excelência de valorização dos produtos endógenos e das actividades tradicionais. Queremos ter por objectivo corresponder a uma estratégia de desenvolvimento local, mas, também, que estes produtos que já hoje contribuem para uma fatia significativa das exportações possam ainda contribuir mais para isso mesmo fixando pessoas e ocupando o território. Aos agricultores desta região quero dizer que insistam e persistam porque a agricultura é o que mantém a vitalidade do nosso País. Mas temos de fazer diferente. Fazer melhor e inovar. Juntos temos de encontrar a melhor forma de o fazer”.

Caderno de reivindicações

Por sua vez, o presidente da Câmara de Montalegre, Orlando Alves, disse que “se a senhora ministra da Agricultura conseguir dar satisfação ao longo caderno de reivindicações que lhe fizemos, ganhamos uma alma nova e um desafio muito grande para o território barrosão. Temos bons projectos em carteira. Temos iniciativas que deveriam merecer o apoio do Ministério e enquadramento das mesmas no próximo quadro comunitário. Estou certo de que iriam potenciar desenvolvimento e dinamização económica para Barroso”.

Orlando Alves salientou ainda que “o património do Estado no concelho pode constituir um laboratório de ideias para os nativos trabalharem e aprenderem algo. Temos a Quinta da Veiga, o Centro de Formação de Aldeia Nova e o desígnio da FAO, o importante selo de Património Agrícola Mundial que temos de saber preservar. São assuntos que constam de um dossier escrito que ela levou para Lisboa e que terá a oportunidade de ler. Deixou a promessa de o analisar e posteriormente nos convidar para uma reunião e assim consertarmos posições”.

Mais qualidade e rejuvenescimento de produtores

Já a directora da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAP Norte), Carla Alves, disse achar que “estes certames evoluem muito em termos de qualidade e nota-se um rejuvenescimento de produtores. Há uma preocupação com a qualidade da matéria-prima. Há um padrão no modo de fazer. O presunto tem, nesta feira, uma característica única. Esta feira tem ido de encontro às necessidades dos consumidores e sabe fazê-lo muito bem”.

Por outro lado, aquela responsável acrescentou  que Maria do Céu Albuquerque “ficou muito sensibilizada para a importância da agricultura familiar e de se criarem apoios a esta agricultura familiar para conseguirmos fixar esta gente nesta actividade ao longo do ano. Antes de chegarmos a Montalegre visitámos produtores afectados pelas intempéries do mês passado. Irá sair um despacho muito em breve anunciado pela senhora Ministra da Agricultura. Vamos ter um financiamento na medida 6.2.2 [do PDR 2020] para os agricultores afectados pelas intempéries do mês passado. Esse também foi um propósito desta visita. No concelho de Montalegre registamos vários produtores afectados pelas tempestades e que vão poder candidatar-se na abertura dessa medida”.

Agricultura e Mar Actual

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